Mais atrasada que os reis, só mesmo eu

A primeira publicação do ano é sobre as prendas de Natal.

Lembram-se de ter referido que desta vez fui um pouco ambiciosa demais? Quando dei por mim estava no dia 23 de Dezembro ainda a terminar pormenores e a embrulhar todas as prendas, tanto as caseiras como as “de compra”. Contas feitas, foram dez prendas caseiras que ofereci.

Para os mais pequenos, a minha sobrinha e o primo Lourenço, ofereci a cada um uma tela desenhada e pintada por mim (o desenho em si não é da minha autoria, em ambos os casos foram desenhos que encontrei na Internet e cujos autores desconheço). Na tela do Lourenço acrescentei ainda os seus “dados de nascimento”, ou seja, data, hora, tamanho e peso.

À minha sobrinha, além da tela, ofereci ainda um avental feito por mim, com a preciosa ajuda da minha mãe, pois continua a ser ela a grande mestre de máquina da costura. A ideia surgiu quando, uma vez, ia fazer um bolo e a minha sobrinha, por iniciativa própria, quis ajudar-me (todo o processo demorou o dobro do tempo, mas ela ficou muito contente com a sua participação). Eu vesti um avental e ela, na altura com um anos e nove meses, constatou que não tinha um avental como eu e nesse momento apercebi-me que esta poderia ser uma boa prenda de Natal.

Entretanto, no mês de Dezembro, a fama dos cocós de rena espalhou-se à conta de uma amiga, a Marília, que me pediu a receita. Também eu, esse Natal, fiz e enchi uns frascos, uns para a minha sobrinha oferecer às educadoras e auxiliares da sala dela e outros para oferecer nas minhas prendas de natal.

Por fim, na categoria “prenda revelação do ano” 2016…. (*tambores* turumrumrumrum tum!) as canecas personalizadas/decoradas por mim! Seis canecas decoradas e oferecidas a alguns primos: um informático, uma atleta fitness, uma veterinária (amante de animais no geral mas principalmente de gatos), um super fã de U2, um super fã de Beyoncé e uma jovem empreendedora.

Depois de uma vasta pesquisa sobre a melhor técnica, dos testes feitos (na primeira tentativa o desenho não resistia à lavagem na máquina da loiça) e de toda a pesquisa, selecção de texto/imagem e respectivos testes de desenho (sim, eu não sou uma artista brilhante e como tal tive de treinar primeiro no papel os textos e desenhos pelo menos uma meia dúzia de vezes) avancei para as peças finais.

Durante algumas noites da semana que antecede ao Natal, depois de chegar a casa do trabalho e de jantar, lá estava eu na minha secretária a tentar escrever minimamente a direito numa superfície curvilínea e vidrada, a tentar não tremer as mãos nem cometer erros ortográficos.

Houve ainda um percalço com a caneta que estava a usar, pois, a uma caneca e meia do fim, deixou de funcionar correctamente. Não entendi bem o que se passou com o bico, mas acho que se terá desencaixado e por isso escorria tinta em excesso de cada vez que a pressionava. Porém lá consegui contornar a situação ao estilo “pena e boião de tinta”: fazia uma poça de tinta numa folha e depois molhava a caneta para conseguir escrever (com pouquíssima pressão, caso contrário lá descia mais um borrão de tinta).

Acabados os desenhos, deixei secar durante 24 horas e depois levei ao forno. Passado o tempo de “cozedura”, desliguei o forno e deixei as canecas arrefecerem no seu interior. Et voilá!


(e do outro lado das 3 canecas de cima)

Agora só me resta saber se, após as lavagens sucessivas, os desenhos se mantêm em condições (mesmo depois do teste inicial ter sido bem sucedido). Por via das dúvidas fui avisando os destinatários que, caso os desenhos comecem a desvanecer, eu não me importo de retocar, fazer um furo no fundo e devolver com uma planta, passando assim a servir de vaso 😀

Apresento-vos a minha primeira ávore de Natal caseirinha

Como já contei em anos anteriores, as decorações de Natal lá por casa foram sempre da minha responsabilidade. Por isso, a partir do momento que passei a ter a minha casa ficaram a meu cargo não só as decorações na casa dos meus pais como também as minhas, sendo que na minha casa apenas fazia o presépio e colocava uma fita aqui e um boneco ali.

Este ano, arranjei uma árvore de Natal para a minha sala e, por esse motivo, tive de arranjar adereços para a mesma. Decidi então fazê-los “de raiz”, baseando-me em sugestões e ideias que já tinha guardadas no Pinterest, adaptando algumas delas para poder utilizar materiais que já tinha em casa.

Comecei no fim de Novembro pelos pendentes de papel, depois passei para as estrelas com molas da roupa, para as argolas dos cortinados revestidas com fitas e rendas e, por fim, fiz os círculos de massa.



Do ponto de vista ambiental, as argolas foram as grandes vencedoras, pois penso que entram quase a 100% na categoria “upcycle”, dado que aproveitei as argolas de uns varões de cortinados que já não existem (que tinha guardado, caso algum dia fossem necessárias) e umas fitas e rendas que eram sobras de “costuras” há muito feitas pela minha avó, (certamente com mais de 20 anos). Quase a 100%, porque o fiozinho dourado foi comprado agora propositadamente para pendurar todas estas decorações caseiras.

O conceito upcycle, trata-se de dar uma nova vida/novo ciclo aos materiais que outrora tiveram uma função diferente. Uma espécie de cruzamento entre o Reutilizar e Reciclar da nossa política dos 3 Rs (ou 4 Rs, se incluirmos o Restaurar).

Entretanto estas argolas fizeram tanto sucesso “lá por casa” que a minha irmã acabou por me pedir fazer uma extra para a minha sobrinha levar para a sua sala na escolinha.

Há duas semanas dei por concluídos os enfeites da árvore, pois já cobriam cerca de 75% da mesma (a percentagem à vista de quem entra na sala). Entretanto tive de passar às prendas de Natal caseiras, pois o tempo já estava a ficar escasso. Depois do Natal, e com mais tempo, farei mais alguns enfeites para a zona “não imediatamente à vista” da árvore.

Para o próximo ano fica a estrela (ou quem sabe um anjo ou algo do género) para colocar no topo e uma decoração para o exterior da casa.

Agora resta-me apenas desejar a todos um Santo e Feliz Natal, rodeado de familiares e amigos e, caso o texto das prendas de Natal caseiras não seja publicado até ao final deste ano, ficam já os votos de um próspero ano de 2017 😉

Dezembro solidário

Confesso: tenho andado muito caseira e com pouco tempo para escrever. As últimas caseirísses estão relacionadas com as decorações e prendas de Natal, pelo que, para já, só poderei revelar o que ando a preparar ao nível das decorações (como sempre, há prendas que são demasiado óbvias para alguns amigos e familiares que seguem o que por aqui vou publicando). Mas nem só de decorações e prendas é feito o Natal e, por isso, vou deixá-las para a próxima publicação para poder partilhar hoje a minha primeira experiência natalícia de 2016.

Acontece que tinha em casa uns casacos/blusões de Inverno em bom estado e que já não usava há algum tempo. Em Novembro surge uma campanha de recolha de roupa para enviar para os campos de refugiados da Síria e de outros países vizinhos. Assim, aproveitei que ia entregar os casacos e dei uma revisão geral a todos os armários, colocando de parte tudo o que já não me servia ou que não usava há muito tempo (e que muito provavelmente já não iria usar).

Infelizmente, esta campanha revelou-se uma grande vigarice e, logicamente, já não ia arrumar tudo outra vez. Decidi então procurar uma instituição em Setúbal, não só porque é o meu distrito de residência, mas também porque este sempre foi um dos distritos com maiores níveis de pobreza em Portugal.

Algumas pesquisas depois, contactei o Centro Social S. Francisco Xavier, pertencente à Cáritas Diocesana de Setúbal, que apoia/trabalha com pessoas sem abrigo, para saber se estariam interessados. Foram bastante simpáticos e explicaram-me que, de momento, só estavam a aceitar roupa de homem e toalhas/toalhões turcos, pois estavam muito limitados em termos de armazenamento. Como o que tinha para entregar era maioritariamente para senhora, informaram-me que na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, também em Setúbal, recebiam todo o tipo de roupa e calçado, às quartas-feiras, durante a manhã, e às sextas-feiras, durante a tarde.

Fiz então uma segunda ronda de escolha nas gavetas e armários, pois agora a realidade das pessoas a quem esta se destinava era diferente. Ao todo, tinha colocado de parte lenços, cachecóis, cintos, gorros, pijamas, camisolas de algodão, camisolas de malha, camisolas interiores, calças, casacos, meias, sapatos, botas e ténis… De tudo um pouco.

Na passada sexta-feira dirigi-me até à Igreja de Nª Srª da Conceição, na Avenida Bento Jesus Caraça. Quando cheguei, entrei na primeira porta que encontrei aberta e deparei-me com um pequeno corredor onde 5 ou 6 senhoras, de faixas etárias diferentes, aguardavam pela sua vez. Dirigi-me até uma senhora que estava a atender, disse que queria fazer uma entrega de roupa e esta pediu-me que aguardasse um instante para que uma colega sua me viesse ajudar.

Durante aquele breve momento de espera, apercebi-me que cada uma das senhoras, que aguardavam na entrada, tinha uma espécie de senha de atendimento. À medida que eram chamadas, indicavam as suas necessidades (tamanhos, tipo de roupa, para homem, mulher, menino ou menina…) e as colaboradoras deste serviço traziam a roupa.

Não cheguei a perguntar muito sobre o método de funcionamento daquele serviço ou, mais concretamente, o trabalho que ali desenvolvem, pois era evidente que estavam muito atarefadas. Apenas expliquei à colaboradora que me ajudou a levar os sacos do carro para as instalações da igreja, que no Centro Social S. Francisco Xavier me tinham indicado que ali recebiam roupa para depois distribuir pelas famílias e instituições mais necessitadas da zona.

No fim, a senhora, que tinha idade para ser… vá, não digo minha avó, mas talvez uma tia mais velha, pegou no último saco (um dos maiores) cheia de vitalidade e com um grande sorriso e disse “Deixe estar menina, não precisa de voltar a entrar que eu levo este último. Olhe, muito obrigada, que corra tudo bem para si e um Santo Natal para a menina e para a sua família”. Agradeci e retribui os votos de um Santo Natal de forma um pouco atabalhoada, pois não estava à espera que me desejassem um bom Natal tão cedo (na realidade não era assim tão cedo – já estávamos em Dezembro, mais ainda não me tinha consciencializado disso).

Eu sei. Desta vez desviei-me um pouco do tema deste meu cantinho e até me alonguei um pouco no texto, mas “esta entrada” no mês de Dezembro deixou-me o coração tão cheio que tive de partilhar. Ser solidário faz parte do Espírito de Natal (e devemos sê-lo nos restantes dias do ano também) e talvez desta forma inspire mais alguém a vasculhar as suas gavetas e armários 😉

Ainda sobre o Natal…

Segundo a Igreja Católica Romana, o tempo do Natal dura até ao dia em que se celebra o baptismo de Jesus, e por hoje ser esse mesmo dia, achei que não podia atrasar mais a derradeira publicação sobre o meu Natal.

Nos últimos dias do ano meti férias e por isso consegui fazer (ou terminar), completamente sem stress, as prendas caseiras deste ano e preparar algumas entradas e sobremesas para as refeições do dia 24 e 25. A tradição nestes dois dias é sobretudo cozinhar durante a manhã e a tarde de dia 24 ao som das mais variadas músicas de Natal, jantar com os tios do lado da mãe, festejar o aniversário da prima do lado do pai, ir à missa do galo, regressar à casa dos tios do lado da mãe para beber chá e comer uma fatia de bolo para depois ir dormir, porque na nossa tradição o Pai Natal só passa na nossa casa quando estamos a dormir. No dia 25, depois de abrirmos as prendas, o meu pequeno almoço é sempre uma caneca de leite acompanhada de filhóses (sim, eu sou daquele grupo de pessoas que diz filhóses 😛 ) de abóbora embebidas em calda de açúcar.

Quanto às prendas caseiras, a primeira foi para o bebé Lourenço, que ainda está na barriga da mãe. Uma fralda e uma fita para a chucha, feitas com uma grande ajuda da mãe Zita para sair o mais perfeito possível (as minhas capacidades na máquina da costura ainda são muito de principiante).

Um pouco menos caseiras foras as garrafas de vinho que ofereci, que de caseiras apenas tinham as etiquetas.

Por fim, no top das prendas caseiras ficaram os frascos de cocós de rena. Sim! Leram bem. Cocós de rena apanhados pela Carolina Caseirinha no Pólo Norte. Vá, pronto, são só bolinhas feitas com bolachas tipo Oreo e chocolate, mas nem por isso deixaram de ser um sucesso.

Ingredientes:
250 g de bolachas tipo Oreo
110g de queijo creme para barrar
100g de chocolate de culinária
1 colher de café de manteiga

Triturei as bolachas no 1, 2, 3, coloquei numa tigela e amassei com o queijo creme. Com esta mistura, formei pequenas bolas, colocando uma a uma num tabuleiro forrado com papel vegetal.

Por fim derreti o chocolate com a manteiga no microondas, a 50% da potência, mexendo sempre de 20 em 20 segundos, e cobri todas as bolas de chocolate, levando-as ao frigorifico para solidificar.

Entretanto já passa da meia noite e tecnicamente já é segunda-feira, o que significa que já não estamos no tempo de Natal, mas já que o natal é quando o Homem quiser, aqui deixo sem mais demoras as caseirísses do meu 😉

Tradições de Natal

Nos dias que antecedem o Natal existem certas actividades e eventos que tenho todos os anos e que, por isso mesmo, já os considero como fazendo parte das minhas tradições de Natal. Um deles é a Festa de Natal da Catequese.

Em tempos andei na catequese e agora (há já 10 anos!) sou catequista. Todos os anos, desde que me lembro, os vários anos/grupos de catequese juntam-se antes do Natal e organizam uma festa com actuações das crianças e jovens para os familiares e para toda a comunidade. Nos últimos 3 ou 4 anos os grupos dos mais crescidos orientam, durante a festa, um pequeno bar com águas, cafés, chás, pequenos petiscos… No início eram bolos à fatia, depois começaram a ter mais saída os cachorros e os pães com chouriço e no ano passado foram os pastéis de nata quentes.

Este ano uma das novidades foram as waffles. Simples, com açúcar e canela, com chantilly ou com chocolate. Como tinha uma máquina para as fazer pediram-me que fizesse cerca de 50 waffles na manhã antes da festa. Assim, nessa tarde, os pedidos seriam aviados muito mais rapidamente, sendo apenas necessário aquecer ligeiramente as waffles e colocar o topping pretendido.

O desafio começou logo com a lista de compras. Sim, já tinha feito meia dúzia de waffles em casa, sem receita certa e com quantidades “a olho”, mas quantos ovos serão necessários para 50 waffles? E farinha, serão 2 kg muito? É certo que no fim sobraram alguns ingredientes, mas fui anotando as quantidades que utilizei para, da próxima vez, já ter uma ideia mais concreta das quantidades necessárias.

E não cheguei às 50, fiquei-me por 36 waffles, pois entretanto acabaram-se os ovos (o que até foi positivo, uma vez que no final da festa sobraram apenas 3 waffles). Assim, para as 36 waffles utilizei:

12 ovos
480 g açúcar
40g manteiga
1,2 l leite
1kg de farinha

Em duas tigelas coloquei as claras e as gemas separadas, para bater as claras em castelo. Às gemas adicionei o açúcar e bati até ficar cremoso. Aos poucos fui adicionando o leite e a farinha, intercalados (um pouco de farinha, um pouco de leite, e assim sucessivamente), e por fim juntei a manteiga e as claras em castelo.

Depois de aquecer a máquina, preenchi as placas/formas com a massa (um pouco menos de uma concha de servir por cada waffle – depende do tamanho das placas, mas não convém encher em demasia para não transbordar), e deixei cozinhar cerca de 3 a 4 minutos.

Tive de fazer duas “fornadas”, porque na maior taça que tinha não cabia a massa toda de uma só vez.

Na cozinha com o Jamie a 6 dias do Natal

Chegou a época mais caseira do ano (pelo menos, para mim é a época mais caseira de todas), e enquanto a contagem decrescente para o Natal se desenrola vão chovendo as festas, os convívio, os almoços e os jantares que têm como tema comum esta quadra. Em restaurantes ou “cada um leva um petisco”, vale tudo, porque o importante mesmo é passar desfrutar aquelas horas com estas pessoas que valem cada instante do nosso tempo, independentemente de as conhecermos à mais ou menos anos.

Na sexta-feira o jantar de Natal foi do tipo “cada um leva um petisco” e coube-me levar uma sobremesa. Aproveitei então a oportunidade para experimentar uma receita de um livro que me ofereceram há uns anos. O livro em questão é o Na Cozinha com Jamie Oliver e a receita a da Tarte de Chocolate no Forno, da página 218.

Tarte de Chocolate no Forno (com algumas adaptações minhas)

1 base de tarte de massa quebrada (já pronta a usar)
4 ovos
200g de açúcar
175g de chocolate em pó
140g de manteiga
1 pitada de sal
3 colheres de sopa de natas

Coloquei a massa quebrada na tarteira e levei-a ao forno. Enquanto esta cozinhava no forno, bati os ovos com o açúcar, misturando depois o chocolate em pó, o sal e a manteiga. Por fim adicionei as natas e coloquei tudo na tarteira, deixando no forno, a 150 ºC, durante 40 a 45 minutos.

Ao retirar do forno é de esperar que a tarte tenha formado uma crosta à superfície e que o recheio encolha um pouco.

Já deixei dois apontamentos no livro acerca das coisas que achei que não correram tão bem, para que da próxima vez saia tudo na perfeição:
– usar a forma de tarde com diâmetro menor, para que o interior de chocolate tenha uma espessura mais alta;
– deixar a tarde no forno no máximo 45 minutos, como a receita indica, pois deixei-a um pouco mais (por não ter a certeza se já se encontrava cozinhada) e depois acabou por coser demais, não ficando o interior cremoso como deveria.

Quero dar-te este Natal…

Quero dar-te este Natal,
Uma prenda original.
Que seja para ti, como é para mim,
O que há de melhor:
Muita Paz e Amor!

Durante dias que antecederam o Natal andei a cantarolar esta e outras canções da época festiva que se aproximava enquanto trabalhava nas prendas mais caseiras. Umas só terminei no dia 24, outras já estavam embrulhadas à mais tempo, mas para não acabar com o factor surpresa para quem as iria receber (algumas eram muito óbvias!) não mostrei nenhuma fotografia do que andava eu a preparar.

No ano passado ofereci à Sofia e ao Tiago umas bolachas (caseiras) de aveia e laranja e de aveia e côco e, em tom de brincadeira, rotulei-as de bolachas da Carolina Caseirinha. Lembro-me que, nesse dia 25, ainda rimos um pouco à conta disso. Por isso, este ano, achei que as prendas caseiras mereciam também elas uma etiqueta/rótulo. Tenho pena de não ter fotografado o resultado final nessa altura (mal sabia eu que viria ser a proprietária deste cantinho), assim hoje poderia publicar a fotografia dos primeiros produtos “Carolina Caseirinha”.

Este ano, e desde que entrámos no mês de Dezembro, fiz etiquetas, andei nas costuras e ainda experimentei, no início do mês, fazer amêndoas caramelizadas, que há muito tempo que andava para testar esta gulosice. O resultado final das amêndoas foi tão positivo que também as incluí nos presentes deste ano. Para além das amêndoas saiu ainda das mãos da Carolina Caseirinha bolachinhas “caracóis de Inverno”, extrato de baunilha, uma fraldinha e fitas para chucha, tudo artesanal (a fralda necessitou de uma ajuda mais experiente na máquina da costura – da minha mãe).