Uma festa gelada para terminar o ano

31 de Dezembro. Celebrações de fim de ano por toda a parte e faz 3 anos que, além de celebrar a entrada no novo ano acompanhada de familiares ou amigos, celebro também o aniversário da minha sobrinha. No dia a festa é sempre feita com os familiares mais diretos/próximos (já que a família é relativamente grande).

Este ano, ao contrário dos anteriores em que apenas houve uns chapéus dos Amigos do Panda (no primeiro aniversário) e um bolo da Kelly do Oeste (no segundo aniversário), houve um tema para a festa, o filme Frozen, e por isso houve algumas decorações, doces e petiscos a condizer.

Haviam enfeites e consumíveis “de compra” prontos a usar como copos, pratos, guardanapos e a toalha com desenhos da Anna e da Elsa, “puffs” de papel de seda branco, balões azuis e brancos, grinaldas com borboletas azuis, entre outros, e depois haviam os enfeites caseirinhos.

Na parede, onde estavam as mesas com os doces e salgados, colocámos uma faixa de papel de seda azul com flocos de neve confecionados com folhas brancas de papel e com umas imagens da Anna e da Elsa feitas com os saquinhos de formato triangular que se costumam usar para encher com guloseimas para oferecer. Na toalha de plástico de cor azul, sobrepusemos umas toalhas de papel branco, onde recortámos o rebordo de forma a assemelhar-se a estalactites de gelo.

Nos doces e salgados, os pratos habituais que costumamos fazer para as festas e os que alguns familiares trouxeram foram decorados com algumas imagens das personagens do filme.

Além destes havia ainda:

– Patê de delicias do mar em forma de boneco de neve;
– Olafs de brigadeiro de chocolate branco;
– Estalactites de gelo feitas com grissinis cobertos de chocolate branco e côco ralado ou com pepitas coloridas;
– Bonecos de neve de pipocas com açúcar caramelizado.

Por fim, o bolo de aniversário (não caseirinho), com uma imagem da Elsa, chegou até à mesa acompanhado da música “Já passou” na altura de cantar os parabéns.

Apesar de um tema bem gelado, foi uma tarde repleta de brincadeiras, muita dança e de convívio familiar. E quando questionada, pela minha mãe, sobre se tinha gostado da festa, a minha sobrinha respondeu que tinha gostado muito. Que gostou de dançar e de comer Olafs de pipoca com o tio João.

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E no dia seis celebramos os reis com as prendas para o menino…

Como vem sendo habitual, não foram só as decorações de Natal que foram caseirinhas. Este ano (ou, mais corretamente, no ano que passou), apesar de ser em menor número que no ano anterior, algumas das prendas que ofereci foram caseirinhas.

No início do mês de Dezembro fiz uns pequenos testes que dei a provar, a uma ou outra pessoa, para não correr o risco chegar aos dias que antecedem o Natal e ficar sem prendas para oferecer porque aquilo que tinha idealizado não estaria a correr da forma como seria suposto.

Assim, depois de ter os testes aprovados, fiz chocolates brancos e negro, com sementes de abóbora, sementes de girassol, amêndoas, coco ralado, bolinhas coloridas e amendoins.



Fiz também gomas de vinho com vinho branco Lezíria e tinto da Adega de Pegões, sendo que esta era a prenda que, no início, tinha mais incerteza se o resultado final seria algo apresentável e, sobretudo, comestível. E sim, esta talvez tenha sido a prenda “uau” deste ano, competindo assim com as canecas e os cocós de rena e dos anos anteriores.


Este ano houve novamente caracóis de Inverno que, apesar de não serem uma novidade por aqui, aproveito agora para partilhar a receita, até porque quando precisei dela no dia 24 já nem me lembrava onde a tinha ido buscar inicialmente.

500g de farinha
240g de manteiga
300g de açúcar
2 ovos
20g de chocolate em pó
2 colheres de chá de extrato de baunilha

Numa tigela misturei a farinha, o açúcar, os ovos e a manteiga aos poucos, amassando bem até a massa estar bem ligada.

Dividi a massa em duas partes iguais, numa misturei o chocolate em pó e, na outra, o extrato de baunilha, fazendo duas bolas de massa, as quais envolvi em película aderente e deixei repousar no frigorífico por uma hora.

Passada essa hora, estendi as duas massas, formando um retângulo com cada, coloquei uma por cima da outra e, do lado mais comprido, comecei a enrolar como se de uma torta se tratasse.
Por fim, cortei em rodelas com cerca de 1 cm de largura e dispus num tabuleiro com papel vegetal reutilizável, levando ao forno (pré aquecido) a 180ºC, durante cerca de 15 minutos.

(Devem estar a reconhecer a fotografia, pois já foi publicada aqui da primeira vez que fiz os Caracóis de Inverno. Com a azáfama do momento, esqueci-me de tirar fotografias aos deste ano.)

Todas as prendas caseirinhas mereceram etiquetas caseirinhas condizentes, sendo que no próximo Natal todas as prendas levarão etiquetas caseirinhas (ou outras que encontrei pelo Pinterest), pois o stock quase interminável de etiquetas que tenho desde os anos 90 parece estar finalmente a chegar ao fim.

As decorações de Natal do ano que já passou

A primeira publicação de 2018 é ainda sobre 2017. Tão típico. Por aqui já quase é tradição falar sobre as caseirísses de Natal nos primeiros dias de 2017.

Este ano, fui partilhando, durante o mês de Dezembro, no Instagram e no Facebook algumas das decorações e outros “símbolos” desta quadra, como o presépio e a coroa de Advento.

O presépio foi um pouco mais pequeno que o habitual, pois, como choveu pouco antes de Dezembro, não havia muito musgo.

A árvore de Natal acolheu mais umas decorações de massa branca, idênticas às que já tinha feito no ano passado, que só tinha conseguido terminar por estes dias. Ainda assim, não foi desta vez que recebeu a sua estrela (ou outro adereço, mas muito provavelmente será uma estrela) para decorar o topo.

A decoração sazonal da mesa junto da entrada mudou, pela primeira vez, para a estação de Inverno logo no início do mês de Dezembro (apesar de só termos transitado oficialmente para o Inverno alguns dias depois).

E a novidade deste ano foi, sem dúvida, a coroa do advento. Já tinha feito uma há alguns anos com umas velas pequenas, tipo tealights, mas nem me recordo se cheguei a acender todos os Domingos do Advento (shame! Eu sei…). Por isso este ano, com materiais que já tinha em casa (um prato de bolos de pé que era dos meus avós, quatro velas e algumas fitas e bolas de natal antigas que ultimamente não tinham grande uso), fiz a minha primeira coroa do advento, nada convencional e super colorida, que, ao longo dos quatro Domingos que antecederam o Natal, fui acendendo vela a vela, acompanhando assim alguns momentos caseirinhos mais rotineiros, como a confecção dos scones para os pequenos almoços da semana.

Não relacionado com o Natal, mas sobre a lista de coisas a fazer com tempo (e que estava mesmo, mesmo, a precisar de ser feito), aproveitei a manhã solarenga e bem seca do primeiro Sábado de Dezembro para limpar, lixar e pintar os ferros do estendal da varanda, antes que chegassem as chuvas que tanto precisamos.

As decorações de Natal na Lima Fortuna

Novembro. O mês em que fazer decorações de Natal é ridiculamente cedo, a não ser que se trate de um estabelecimento comercial. Na minha casa a tradição é começar as decorações a partir do dia 1 de Dezembro, contudo a tradição fora de casa é participar nas decorações de natal da Adega Lima Fortuna, em Novembro, logo após a festa da aldeia, a Festa de Todos os Santos.

Claro que, quando menciono isto, surge sempre alguém que diz que em Novembro é demasiado cedo para decorações de Natal, sobretudo este ano, que no final do mês de Outubro ainda fazia um calor tremendo. Nessa ocasião lembro que, até há uns poucos, várias superfícies comerciais começavam as suas campanhas e decorações de Natal em Outubro. Sim, Outubro, o mês que este ano podia perfeitamente pertencer ao Verão.

Actualmente só não o fazem porque, enquanto país muito hospitaleiro e que sabe bem acolher todos os estrangeiros e seus estrangeirismos, abraçamos mais uma data comemorativa tão tipicamente “não-nossa”: o Halloween/Dia das Bruxas; e assim as decorações de Natal nestas grandes superfícies só começam, efectivamente, em Novembro.

Mas voltemos a este grande evento anual que são as decorações na Lima Fortuna. Todos os anos a Sofia, o Tiago, o Miguel e eu juntamo-nos nos primeiros dias de Novembro para algumas das decorações: montar e decorar a árvore de Natal, colocar as verduras com bolas douradas sobre os móveis e sob a estátua do monge, colocar as luzes e a coroa na janela da loja, etc.

Este ano a Sofia quis experimentar pequenas alterações, que acabaram por resultar em algumas decorações novas, parte delas upcycled e caseirinhas/DIY. Depois de nos termos juntado para debatermos algumas ideias e execuções, passamos à parte prática.

Limpámos e pintámos de branco algumas bolas douradas usadas nos anos anteriores (aquelas que já apresentavam alguns danos na pintura), pintámos-lhes pequenos círculos dourados e com um pouco de cordel fizemos um novo topo para as pendurar na árvore.

Também para pendurar na árvore colocamos brilhantes dourados no exterior de algumas miniaturas de garrafas antigas de Arrabidine (o licor principal da Lima Fortuna) e enchemos alguns tubos de licor (dos que estão actualmente disponíveis para venda na loja) com pedrinhas em tom de cobre e colocamos mensagens de natal em várias línguas.


Outras duas novidades foram os laços vermelhos e a verdura nas três portas na fachada do edifício, bem como o arranjo do carrinho de mão na entrada, onde, se olharmos com atenção e alguma imaginação, podemos ver uma rena Rudolfo de nariz encarnado.


Até dia 24 de Dezembro certamente que mais pormenores e outras peças ou decorações surgirão. Até lá, aconselho que visitem o espaço para poderem ver pessoalmente, e mais de perto, o resultado final destes trabalhos ou para beber um licor característico da região.

E eis que chegamos ao 3º aniversário

20 de Maio. Dia da Carolina e dia de… ANIVERSÁRIO DA CAROLINA CASEIRINHA!!! (*confetis no ar*) 😀

Pois é. Três anos que por aqui ando, a partilhar as minhas caseirísses, sempre com a promessa e tentativa de ser mais frequente na parte escrita. Desta vez, decidi assinalar esta data especial com o início de um novo projecto que será para ir desenvolvendo aos poucos e com o tempo.

Quando os meus pais saíram da casa onde vivo levaram algumas coisas e deixaram outras. No caso do antigo escritório, que adaptei para o atlier/espaço para as caseirísses, levaram as molduras que estavam na parede, com as fotografias da família, e ficaram os pregos. Tinha, a meu ver, duas hipóteses: ou tirava os pregos todos, tapava os buracos com massa e pintava a parede ou aproveitava que já estavam lá os pregos e colocava também umas molduras.

Optei pela segunda hipótese, mas em vez de fotografias de família (essas já começaram a “povoar” as paredes do corredor) quis fazer daquela parede uma parede “inspiradora/motivadora” (do conceito, em inglês, inspirational/motivation wall), com frases ou pensamentos inspiradores, ou que simplesmente gosto ou acho piada.

Assim, decidi assinalar o 3º aniversário da Carolina Caseirinha com uma primeira moldura dedicada precisamente às caseirísses de trabalhos manuais. Depois à medida que for acrescentando mais molduras partilharei convosco. Para já, é este o começo de algo que já planeava fazer há algum tempo.

Apresento-vos a minha primeira ávore de Natal caseirinha

Como já contei em anos anteriores, as decorações de Natal lá por casa foram sempre da minha responsabilidade. Por isso, a partir do momento que passei a ter a minha casa ficaram a meu cargo não só as decorações na casa dos meus pais como também as minhas, sendo que na minha casa apenas fazia o presépio e colocava uma fita aqui e um boneco ali.

Este ano, arranjei uma árvore de Natal para a minha sala e, por esse motivo, tive de arranjar adereços para a mesma. Decidi então fazê-los “de raiz”, baseando-me em sugestões e ideias que já tinha guardadas no Pinterest, adaptando algumas delas para poder utilizar materiais que já tinha em casa.

Comecei no fim de Novembro pelos pendentes de papel, depois passei para as estrelas com molas da roupa, para as argolas dos cortinados revestidas com fitas e rendas e, por fim, fiz os círculos de massa.



Do ponto de vista ambiental, as argolas foram as grandes vencedoras, pois penso que entram quase a 100% na categoria “upcycle”, dado que aproveitei as argolas de uns varões de cortinados que já não existem (que tinha guardado, caso algum dia fossem necessárias) e umas fitas e rendas que eram sobras de “costuras” há muito feitas pela minha avó, (certamente com mais de 20 anos). Quase a 100%, porque o fiozinho dourado foi comprado agora propositadamente para pendurar todas estas decorações caseiras.

O conceito upcycle, trata-se de dar uma nova vida/novo ciclo aos materiais que outrora tiveram uma função diferente. Uma espécie de cruzamento entre o Reutilizar e Reciclar da nossa política dos 3 Rs (ou 4 Rs, se incluirmos o Restaurar).

Entretanto estas argolas fizeram tanto sucesso “lá por casa” que a minha irmã acabou por me pedir fazer uma extra para a minha sobrinha levar para a sua sala na escolinha.

Há duas semanas dei por concluídos os enfeites da árvore, pois já cobriam cerca de 75% da mesma (a percentagem à vista de quem entra na sala). Entretanto tive de passar às prendas de Natal caseiras, pois o tempo já estava a ficar escasso. Depois do Natal, e com mais tempo, farei mais alguns enfeites para a zona “não imediatamente à vista” da árvore.

Para o próximo ano fica a estrela (ou quem sabe um anjo ou algo do género) para colocar no topo e uma decoração para o exterior da casa.

Agora resta-me apenas desejar a todos um Santo e Feliz Natal, rodeado de familiares e amigos e, caso o texto das prendas de Natal caseiras não seja publicado até ao final deste ano, ficam já os votos de um próspero ano de 2017 😉

Férias, Férias e Férias

Férias. Estive de férias. Fiz praia, descansei, aproveitei para ler, para organizar algumas coisas, dediquei algum tempo ao meu carro (limpezas, inspeções e coisas desse género) e a outras obrigações de rotina sazonais. E também houve festa. Aliás, festas: a Inês casou-se e o Afonso baptizou-se. Duas festas em datas diferentes, de duas famílias diferentes, sendo a Inês é minha amiga há anos, quase desde a infância, e o Afonso um dos mais recentes primos. E o que houve em comum em ambas as festas? Coisas caseiras.

No casamento foram várias as decorações, lembranças e pormenores que os noivos e os familiares prepararam para o grande dia, desde adereços para os convidados tirarem fotografias, as lembranças, os livros para os convidados seguirem a cerimónia na igreja, os marcadores das mesas, o painel com a indicação dos lugares dos convidados e as várias placas decorativas em madeira, espalhadas pela quinta, que gravaram ou pintaram/decalcaram frases como “Aqui começa o felizes para sempre” ou a hashtag que os convidados deveriam usar para partilharem as fotografias. Muito trabalho tiveram “aqueles dois”, mas o resultado final foi super, super positivo e muito giro (já sabem como gosto destas coisas).

A festa do baptizado também foi muito caseira, uma vez que, após a cerimónia na igreja, esta decorreu no jardim da casa dos avós da criança, com as decorações e a refeição maioritariamente caseiras.

E porque motivo vos falo de ambas as festas? Porque também eu “puxei” das minhas caseirísses em ambas as ocasiões. Ora, por ocasião do casamento fiz o já habitual cartão personalizado que acompanha sempre a prenda que ofereço aos noivos.

No baptizado, e como desta vez não tinha marcado cabeleireira, fiz o meu próprio penteado. Ok, não é uma coisa tipicamente caseira, mas foi feita por mim e em casa, por isso conta mais ou menos (heheh). Esta caseirísse foi bem mais desafiante que o cartão do casamento, isto porque:
nº 1, nos cartões de casamento já sou quase uma expert, graças à quantidade e variedade que fiz noutras ocasiões;
nº 2, tinha pensado em fazer uma coisa simples, algo como esticar o cabelo e apanhar a franja (chamemos-lhe assim, como está tão comprida não sei se ainda lhe posso chamar franja) com um travessão ou uma mola, mas com o calor que estava no dia, acabei por apanhá-lo todo numa acção que correu razoavelmente bem à primeira, sem ensaios, nem testes;
E nº 3, tinha apenas uma hora para tomar banho, almoçar, vestir, arranjar o cabelo, maquilhar, pintar as unhas e sair.

Mesmo em cima do limite de tempo consegui fazer tudo. Só fiquei com pena de não ter tirado uma fotografia no momento e por só me ter lembrado de o fazer já ao final da noite, quando o ia desmanchar. Ainda assim, mesmo com a fraca qualidade com que as fotografias ficaram e já com uma ou outra ponta de cabelo a querer soltar-se, espero que dê para perceber como ficou.

Entretanto, e também durante as férias, comecei outros pequenos projectos caseiros e dei continuidade a um que estava parado há demasiado tempo, mas sobre esses falarei na próxima vez.