E eis que chegamos ao 3º aniversário

20 de Maio. Dia da Carolina e dia de… ANIVERSÁRIO DA CAROLINA CASEIRINHA!!! (*confetis no ar*) 😀

Pois é. Três anos que por aqui ando, a partilhar as minhas caseirísses, sempre com a promessa e tentativa de ser mais frequente na parte escrita. Desta vez, decidi assinalar esta data especial com o início de um novo projecto que será para ir desenvolvendo aos poucos e com o tempo.

Quando os meus pais saíram da casa onde vivo levaram algumas coisas e deixaram outras. No caso do antigo escritório, que adaptei para o atlier/espaço para as caseirísses, levaram as molduras que estavam na parede, com as fotografias da família, e ficaram os pregos. Tinha, a meu ver, duas hipóteses: ou tirava os pregos todos, tapava os buracos com massa e pintava a parede ou aproveitava que já estavam lá os pregos e colocava também umas molduras.

Optei pela segunda hipótese, mas em vez de fotografias de família (essas já começaram a “povoar” as paredes do corredor) quis fazer daquela parede uma parede “inspiradora/motivadora” (do conceito, em inglês, inspirational/motivation wall), com frases ou pensamentos inspiradores, ou que simplesmente gosto ou acho piada.

Assim, decidi assinalar o 3º aniversário da Carolina Caseirinha com uma primeira moldura dedicada precisamente às caseirísses de trabalhos manuais. Depois à medida que for acrescentando mais molduras partilharei convosco. Para já, é este o começo de algo que já planeava fazer há algum tempo.

Apresento-vos a minha primeira ávore de Natal caseirinha

Como já contei em anos anteriores, as decorações de Natal lá por casa foram sempre da minha responsabilidade. Por isso, a partir do momento que passei a ter a minha casa ficaram a meu cargo não só as decorações na casa dos meus pais como também as minhas, sendo que na minha casa apenas fazia o presépio e colocava uma fita aqui e um boneco ali.

Este ano, arranjei uma árvore de Natal para a minha sala e, por esse motivo, tive de arranjar adereços para a mesma. Decidi então fazê-los “de raiz”, baseando-me em sugestões e ideias que já tinha guardadas no Pinterest, adaptando algumas delas para poder utilizar materiais que já tinha em casa.

Comecei no fim de Novembro pelos pendentes de papel, depois passei para as estrelas com molas da roupa, para as argolas dos cortinados revestidas com fitas e rendas e, por fim, fiz os círculos de massa.



Do ponto de vista ambiental, as argolas foram as grandes vencedoras, pois penso que entram quase a 100% na categoria “upcycle”, dado que aproveitei as argolas de uns varões de cortinados que já não existem (que tinha guardado, caso algum dia fossem necessárias) e umas fitas e rendas que eram sobras de “costuras” há muito feitas pela minha avó, (certamente com mais de 20 anos). Quase a 100%, porque o fiozinho dourado foi comprado agora propositadamente para pendurar todas estas decorações caseiras.

O conceito upcycle, trata-se de dar uma nova vida/novo ciclo aos materiais que outrora tiveram uma função diferente. Uma espécie de cruzamento entre o Reutilizar e Reciclar da nossa política dos 3 Rs (ou 4 Rs, se incluirmos o Restaurar).

Entretanto estas argolas fizeram tanto sucesso “lá por casa” que a minha irmã acabou por me pedir fazer uma extra para a minha sobrinha levar para a sua sala na escolinha.

Há duas semanas dei por concluídos os enfeites da árvore, pois já cobriam cerca de 75% da mesma (a percentagem à vista de quem entra na sala). Entretanto tive de passar às prendas de Natal caseiras, pois o tempo já estava a ficar escasso. Depois do Natal, e com mais tempo, farei mais alguns enfeites para a zona “não imediatamente à vista” da árvore.

Para o próximo ano fica a estrela (ou quem sabe um anjo ou algo do género) para colocar no topo e uma decoração para o exterior da casa.

Agora resta-me apenas desejar a todos um Santo e Feliz Natal, rodeado de familiares e amigos e, caso o texto das prendas de Natal caseiras não seja publicado até ao final deste ano, ficam já os votos de um próspero ano de 2017 😉

Férias, Férias e Férias

Férias. Estive de férias. Fiz praia, descansei, aproveitei para ler, para organizar algumas coisas, dediquei algum tempo ao meu carro (limpezas, inspeções e coisas desse género) e a outras obrigações de rotina sazonais. E também houve festa. Aliás, festas: a Inês casou-se e o Afonso baptizou-se. Duas festas em datas diferentes, de duas famílias diferentes, sendo a Inês é minha amiga há anos, quase desde a infância, e o Afonso um dos mais recentes primos. E o que houve em comum em ambas as festas? Coisas caseiras.

No casamento foram várias as decorações, lembranças e pormenores que os noivos e os familiares prepararam para o grande dia, desde adereços para os convidados tirarem fotografias, as lembranças, os livros para os convidados seguirem a cerimónia na igreja, os marcadores das mesas, o painel com a indicação dos lugares dos convidados e as várias placas decorativas em madeira, espalhadas pela quinta, que gravaram ou pintaram/decalcaram frases como “Aqui começa o felizes para sempre” ou a hashtag que os convidados deveriam usar para partilharem as fotografias. Muito trabalho tiveram “aqueles dois”, mas o resultado final foi super, super positivo e muito giro (já sabem como gosto destas coisas).

A festa do baptizado também foi muito caseira, uma vez que, após a cerimónia na igreja, esta decorreu no jardim da casa dos avós da criança, com as decorações e a refeição maioritariamente caseiras.

E porque motivo vos falo de ambas as festas? Porque também eu “puxei” das minhas caseirísses em ambas as ocasiões. Ora, por ocasião do casamento fiz o já habitual cartão personalizado que acompanha sempre a prenda que ofereço aos noivos.

No baptizado, e como desta vez não tinha marcado cabeleireira, fiz o meu próprio penteado. Ok, não é uma coisa tipicamente caseira, mas foi feita por mim e em casa, por isso conta mais ou menos (heheh). Esta caseirísse foi bem mais desafiante que o cartão do casamento, isto porque:
nº 1, nos cartões de casamento já sou quase uma expert, graças à quantidade e variedade que fiz noutras ocasiões;
nº 2, tinha pensado em fazer uma coisa simples, algo como esticar o cabelo e apanhar a franja (chamemos-lhe assim, como está tão comprida não sei se ainda lhe posso chamar franja) com um travessão ou uma mola, mas com o calor que estava no dia, acabei por apanhá-lo todo numa acção que correu razoavelmente bem à primeira, sem ensaios, nem testes;
E nº 3, tinha apenas uma hora para tomar banho, almoçar, vestir, arranjar o cabelo, maquilhar, pintar as unhas e sair.

Mesmo em cima do limite de tempo consegui fazer tudo. Só fiquei com pena de não ter tirado uma fotografia no momento e por só me ter lembrado de o fazer já ao final da noite, quando o ia desmanchar. Ainda assim, mesmo com a fraca qualidade com que as fotografias ficaram e já com uma ou outra ponta de cabelo a querer soltar-se, espero que dê para perceber como ficou.

Entretanto, e também durante as férias, comecei outros pequenos projectos caseiros e dei continuidade a um que estava parado há demasiado tempo, mas sobre esses falarei na próxima vez.

Ainda sobre o Natal…

Segundo a Igreja Católica Romana, o tempo do Natal dura até ao dia em que se celebra o baptismo de Jesus, e por hoje ser esse mesmo dia, achei que não podia atrasar mais a derradeira publicação sobre o meu Natal.

Nos últimos dias do ano meti férias e por isso consegui fazer (ou terminar), completamente sem stress, as prendas caseiras deste ano e preparar algumas entradas e sobremesas para as refeições do dia 24 e 25. A tradição nestes dois dias é sobretudo cozinhar durante a manhã e a tarde de dia 24 ao som das mais variadas músicas de Natal, jantar com os tios do lado da mãe, festejar o aniversário da prima do lado do pai, ir à missa do galo, regressar à casa dos tios do lado da mãe para beber chá e comer uma fatia de bolo para depois ir dormir, porque na nossa tradição o Pai Natal só passa na nossa casa quando estamos a dormir. No dia 25, depois de abrirmos as prendas, o meu pequeno almoço é sempre uma caneca de leite acompanhada de filhóses (sim, eu sou daquele grupo de pessoas que diz filhóses 😛 ) de abóbora embebidas em calda de açúcar.

Quanto às prendas caseiras, a primeira foi para o bebé Lourenço, que ainda está na barriga da mãe. Uma fralda e uma fita para a chucha, feitas com uma grande ajuda da mãe Zita para sair o mais perfeito possível (as minhas capacidades na máquina da costura ainda são muito de principiante).

Um pouco menos caseiras foras as garrafas de vinho que ofereci, que de caseiras apenas tinham as etiquetas.

Por fim, no top das prendas caseiras ficaram os frascos de cocós de rena. Sim! Leram bem. Cocós de rena apanhados pela Carolina Caseirinha no Pólo Norte. Vá, pronto, são só bolinhas feitas com bolachas tipo Oreo e chocolate, mas nem por isso deixaram de ser um sucesso.

Ingredientes:
250 g de bolachas tipo Oreo
110g de queijo creme para barrar
100g de chocolate de culinária
1 colher de café de manteiga

Triturei as bolachas no 1, 2, 3, coloquei numa tigela e amassei com o queijo creme. Com esta mistura, formei pequenas bolas, colocando uma a uma num tabuleiro forrado com papel vegetal.

Por fim derreti o chocolate com a manteiga no microondas, a 50% da potência, mexendo sempre de 20 em 20 segundos, e cobri todas as bolas de chocolate, levando-as ao frigorifico para solidificar.

Entretanto já passa da meia noite e tecnicamente já é segunda-feira, o que significa que já não estamos no tempo de Natal, mas já que o natal é quando o Homem quiser, aqui deixo sem mais demoras as caseirísses do meu 😉

Tradições de Natal

Nos dias que antecedem o Natal existem certas actividades e eventos que tenho todos os anos e que, por isso mesmo, já os considero como fazendo parte das minhas tradições de Natal. Um deles é a Festa de Natal da Catequese.

Em tempos andei na catequese e agora (há já 10 anos!) sou catequista. Todos os anos, desde que me lembro, os vários anos/grupos de catequese juntam-se antes do Natal e organizam uma festa com actuações das crianças e jovens para os familiares e para toda a comunidade. Nos últimos 3 ou 4 anos os grupos dos mais crescidos orientam, durante a festa, um pequeno bar com águas, cafés, chás, pequenos petiscos… No início eram bolos à fatia, depois começaram a ter mais saída os cachorros e os pães com chouriço e no ano passado foram os pastéis de nata quentes.

Este ano uma das novidades foram as waffles. Simples, com açúcar e canela, com chantilly ou com chocolate. Como tinha uma máquina para as fazer pediram-me que fizesse cerca de 50 waffles na manhã antes da festa. Assim, nessa tarde, os pedidos seriam aviados muito mais rapidamente, sendo apenas necessário aquecer ligeiramente as waffles e colocar o topping pretendido.

O desafio começou logo com a lista de compras. Sim, já tinha feito meia dúzia de waffles em casa, sem receita certa e com quantidades “a olho”, mas quantos ovos serão necessários para 50 waffles? E farinha, serão 2 kg muito? É certo que no fim sobraram alguns ingredientes, mas fui anotando as quantidades que utilizei para, da próxima vez, já ter uma ideia mais concreta das quantidades necessárias.

E não cheguei às 50, fiquei-me por 36 waffles, pois entretanto acabaram-se os ovos (o que até foi positivo, uma vez que no final da festa sobraram apenas 3 waffles). Assim, para as 36 waffles utilizei:

12 ovos
480 g açúcar
40g manteiga
1,2 l leite
1kg de farinha

Em duas tigelas coloquei as claras e as gemas separadas, para bater as claras em castelo. Às gemas adicionei o açúcar e bati até ficar cremoso. Aos poucos fui adicionando o leite e a farinha, intercalados (um pouco de farinha, um pouco de leite, e assim sucessivamente), e por fim juntei a manteiga e as claras em castelo.

Depois de aquecer a máquina, preenchi as placas/formas com a massa (um pouco menos de uma concha de servir por cada waffle – depende do tamanho das placas, mas não convém encher em demasia para não transbordar), e deixei cozinhar cerca de 3 a 4 minutos.

Tive de fazer duas “fornadas”, porque na maior taça que tinha não cabia a massa toda de uma só vez.

Entre casamentos e batizados – parte 2

No primeiro dia do mês de Agosto a minha sobrinha baptizou-se e portanto houve novamente festa. Desta vez foi 100% caseira pois organizámos e preparámos tudo desde os convites à confecção dos doces e salgados para a festa após a cerimónia na igreja. E que local mais caseiro poderia haver para fazermos a festa que o nosso quintal de casa?

Assim que a minha irmã e o meu cunhado escolheram e acertaram a data para a cerimónia com o sr. Padre, comecei a fazer os convites. Tirei umas fotografias à Leonor e à concha que um familiar lhe tinha oferecido quando ela nasceu, fiz umas montagens e alguns testes/modelos diferentes e depois de aprovado (pelos pais) foi só imprimir, cortar, furar e atar com fita.


Até à data das confirmações eu e a minha mãe fomos organizando listas e prevendo quantidades: quais os pratos a servir (frios, quentes, doces, salgados, petiscos…), o que seria necessário comprar, o que faríamos para decoração, etc. Entretanto a minha irmã e o meu cunhado escolheram as leituras e os cânticos para o baptizado e fiz o livrinho para facilitar o acompanhamento de toda a cerimónia na igreja.

Depois de recebermos todas as confirmações revimos as listas (para acertar as quantidades) e demos por concluída a ementa com entradas, petiscos, pratos e sobremesas:
– Croquetes, rissóis de legumes e almofadinhas de bacalhau;
– Quiche de legumes, quiche de queijo e fiambre e quiche de legumes e atum;
– Presunto e azeitonas;
– Queijos;
– Paté de atum e paté de delicias do mar;
– Leitão assado (d’O Bacorrinho);
– Lagosta fingida;
– Bacalhau delicioso;
– Bacalhau com gambas e espinafres;
– Empadão de carne;
– Arroz de pato escondido;
– Lombo de porco recheado com ovo e legumes;
– Lombo de porco recheado com farinheira e legumes;
– Rolo de carne recheado com queijo e fiambre;
– Lasanha de frango;
– Salada de alface e tomate;
– Salada de massas, queijo, fiambre, milho e tomate;
– Salada de Frutas;
– Tarte de Amêndoa;
– Cheesecake de frutos vermelhos;
– Tarte semi-fria de ananás;
– Torta de Laranja;
– Tarte de natas;
– Tarte de merengue;
– Tarte pastel de nata;
– Doce de Filipinos;
– “Doce da café à moda da Luciana” (pela Luciana);
– Torta de Azeitão (pela tia Clara, a especialista da família em tortas de Azeitão);
– Farófias (pela Sáude, especialista das farófias);
– Bolo de baptizado (pela Raquel do Amor às Camadas).

Nesta altura comecei também a fazer as lembranças que seriam entregues aos convidados: um copo/base para vela pintado a mão (ideia adaptada de uma lembrança que em tempos ofereceram à minha mãe também por ocasião de um baptizado). Comprei os copos, as velas e as tintas, desenhei num papel vários anjinhos para escolherem o que mais gostavam e, um a um, comecei a desenhar. Não foi fácil. Pintar num a superfície arredondada tem as suas desvantagens (no início pensava que o mais difícil seriam as letras, mas depois de ver o resultado final acho que as letras até ficaram boas). Por fim, embrulhei todas as lembranças em papel celofan e coloquei um cartão de agradecimento.

Na véspera do baptizado tínhamos as tarefas todas distribuídas e concentrámo-nos na confecção de parte da ementa, na limpeza do quintal e nas decorações para colocar no exterior no dia seguinte.

*fotografia por Raquel Raminhos

*fotografia por Raquel Raminhos

No dia do baptizado foi uma correria. Tabuleiros entravam e saiam do forno, havia toda uma dança de passar de pratos da cozinha para a mesa da sala, entravam folhas de alface para o lavatório e saiam logo depois de lavadas para o secador centrífugo… Tudo isto coordenado com as idas à cabeleireira, com o vestir a roupa e com a maquilhagem.

A cerimónia correu “às mil maravilhas”. A Leonor não chorou no momento do baptismo. Aliás, assim que voltou a entrar na igreja percorreu todo o caminho (ao colo) até ao seu lugar no banco da frente acenando a todos. Já em casa, o ambiente continuava genuinamente de festa e ainda cantámos os parabéns ao meu pai (que tinha feito anos no dia anterior) e à minha irmã (que fazia nesse dia), sendo o bolo de aniversário e baptizado uma confecção Amor às Camadas.

*fotografia por Raquel Raminhos

*fotografia por Raquel Raminhos

*fotografia por Raquel Raminhos

*fotografia por Raquel Raminhos

Quanto às fotografias aqui no blog, desta vez os créditos vão também para a Raquel, que ao longo do dia foi captando com a sua lente vários momentos e pormenores da festa.