Era uma vez, a Strudel Pie…

Thanksgiving. Dia de Acção de Graças. Este é um dia tradicionalmente celebrado pelos americanos em Novembro, mas cada vez mais começamos a ouvir ou a ver, sobretudo através das redes sociais, pessoas que também por cá o celebram.

Há dois ou três anos, em conversa com a Sofia e com o Tiago, pensamos em celebrar também esta data, com direito a peru, acompanhamentos, tartes de de maçã, tudo o que uma mesa de thanksgiving tem direito. Contudo, o facto desta celebração ser relativamente próxima do Natal, os nossos planos acabavam sempre por sair furados.

Este ano decidimos que, desse por onde desse, teríamos o nosso momento de thanksgiving, quer fosse em Novembro ou Janeiro, ao almoço ou ao jantar. O importante mesmo era juntarmo-nos todos e celebrar isso mesmo.

E assim, num Domingo, já em 2017, conseguimo-nos sentar todos à mesa, juntamente com a Mariana, o André e a Oprah Winfrey (sendo que esta última, a nossa “padroeira” de thanksgiving, se juntou no formato de argolas para guardanapos que o Tiago providenciou), num almoço a meio da tarde, sem peru, mas com canelones vegetarianos, legumes assados no forno, pizza, tarte e gelado, para dar graças. Sim! Com momento de pequena oração de agradecimento antes da refeição e tudo.

Apesar de não ter referido nesse momento, uma das coisas pela qual estava mais grata nesse dia foi precisamente o facto de nessa manhã não ter rebentado com a minha cozinha. Uma das tomadas da cozinha, associada à instalação eléctrica do forno, tinha um cabo mal encaixado e assim que acendi o forno a tomada começou a aquecer, a protecção dos cabos eléctricos começou a derreter e comecei a ouvir barulhos (típicos de curto-circuito ou de faíscas). Por mero acaso, ainda estava na cozinha e dei conta que alguma coisa não estava bem.

Por teimosia, fiz o meu pai ir duas vezes lá a casa para ver o que se passava. Por sorte aconteceu tudo antes que a tomada incendiasse, pegasse fogo a um pano que se encontrava imediatamente acima e que estava igualmente muito perto do tubo de gás que alimenta o fogão.

Sim. Agradecimento foi a palavra de ordem do dia.

Tudo isto para contar a história de quando adaptei a tradicional tarte de maçã, recheando-a com um conteúdo idêntico ao do strudel, e criei a Strudel Pie ou tarte de Strudel (na verdade, talvez mais alguém terá feito o mesmo antes e portanto a criação não será inteiramente minha 😛 ).

2 massas quebradas
3 maçãs
1 colher de sobremesa (bem cheia) de farinha
6 colheres de sopa de açúcar
Canela
100g de miolo de noz
100g de miolo de amêndoa
100g de miolo de avelã

Numa tigela coloquei o açúcar, a farinha, a canela, o miolo de noz e de avelã partido em metades e as maçãs cortadas aos pedaços. Em seguida envolvi tudo e deixei repousar alguns minutos para que o açúcar em contacto com a maçã se transformasse numa espécie de xarope.

Durante esse tempo de repouso estendi as duas massas quebradas, coloquei uma no fundo de uma forma redonda para tartes e na segunda fiz alguns recortes com um cortador.

Por fim coloquei o recheio na forma, tapei com a massa recortada, uni o rebordo, decorei com os pedaços que tinham sobrado dos cortes e levei ao forno, pré-aquecido, durante 20-25 minutos.

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Beijinhos de preta

Não me recordo da última vez que terei feito esta receita. Terá sido há tanto tempo que, no passado sábado, quando a fiz e provei o resultado final fiquei surpreendida por não me recordar do quão deliciosa é esta sobremesa. Parecem brigadeiros, mas não são brigadeiros. São pequenas bolinhas onde se sente o sabor do chocolate, a textura do côco ralado e ouve-se levemente em cada mordida o som dos pequenos grãos de açúcar a serem esmagados.

Saborosa, simples e rápida, é como a descreveria, e fez um sucesso no último jantar na modalidade de “cada um leva uma coisa”. Ok, talvez esteja a exagerar um pouco, mas arrecadou uns quantos “muito bom!” por parte de quem experimentou e que depois acabou por repetir também.

Desconhecendo a origem da receita, e do nome, sei apenas que é há muito tempo que faz parte do livro (ou melhor, caderno) com as receitas que a minha mãe vai juntado. E sei também que gostava imenso de a fazer quando era pequena, pois tinha de por, literalmente, as mãos na massa.

E pronto. Hoje é só isto. Já estou a pensar em variantes para esta receita que gostaria de experimentar, mas para já deixo-vos a original.

200 g de côco ralado
200 g de chocolate em pó
100 g de açúcar
2 ovos
150 g de manteiga
Côco ralado ou bolinhas coloridas q.b para decorar

Numa tigela misturei os ingredientes secos, juntando depois os ovos. Em seguida, adicionei a manteiga, derretida e arrefecida, aos poucos.

Quando a mistura ficou uniforme, sem estar demasiado pegajosa, moldei pequenas bolas, passando cada uma num prato com côco ralado ou com bolinhas coloridas para ficarem cobertas. Por fim coloquei-as nas respectivas formas de papel.