2 meses e uma lembrança dos dias quentes de Verão

No passado fim de semana houve movimento na cozinha. No Sábado a minha sobrinha fez 2 meses e para celebrarmos fiz um pudim trapalhão, uma espécie de bolo pudim super rápido e fácil. A receita é daquelas que não tem nada que enganar e o “processo” é óptimo para quem tem bebés a dormir no momento da confecção, pois a batedeira é facilmente substituída por um batedor de varas (que foi exactamente o que me aconteceu).

6 ovos
6 dl de leite
300 g de açúcar
80 g de manteiga derretida
200 g de farinha

Numa tigela fui adicionando os ingredientes e mexendo sempre entre cada adição. Levei ao forno numa forma “do buraco”, previamente untada e polvilhada com farinha.

Depois no Domingo, e para compensar a minha ausência na cozinha ultimamente, voltei à carga “voluntariando-me” para fazer o jantar.

Os jantares de domingo têm, por cá, uma filosofia: devem ser uma refeição que dê para esse mesmo dia e o almoço do dia seguinte. Ou seja, ao domingo a minha mãe faz um jantar mais trabalhoso, uma vez que tem mais tempo para o confeccionar do que durante a semana, e faz em quantidade suficiente para não ter de se preocupar logo em seguida com o que fazer para o almoço de segunda-feira.

Como estes jantares de Domingo costumam ser sempre assados no forno (lombo assado, peru assado, frango com limão no forno…) quis fazer algo que saísse desta rotina e lembrei-me das pizzas caseiras que fiz no verão. Desde então nunca mais as voltei a fazer e tinham corrido tão bem! E também são feitas no forno, o que significa que consigo fugir aos habituais jantares de Domingo mantendo ainda algo que já é típico dos jantares de Domingo.

Além disso, deu para ir lanchar ao Alegro de Setúbal com a mãe, a mana e a sobrinha, pois programei a “máquina do pão” para amassar durante a nossa ausência e, tal como nos outros jantares de Domingo, no dia seguinte ainda levei pizza para o almoço.

Para a massa e molho de tomate usei a receita da última vez e por cima coloquei:

– bacon, rodelas de cebola, milho, azeitonas, queijo ralado e orégãos;

– atum, cebola, milho, azeitonas, queijo ralado e orégãos.

Mamma Mia, Buona Sera, Capisco

O título de hoje é estranho, admito, mas se vou falar de pizzas, e ainda para mais caseiras, dizer “mamma mia!”, “buona sera” ou “capisco” ou falar com as mãos parece-me estar minimamente relacionado.

E porquê falar hoje de pizzas. Na noite de Sábado houve festa na Vila e como havia planos para passar a manhã na praia e a tarde de campo, preparar jantar para 5 pessoas a tempo de jantarmos e irmos a festa teria de ser uma coisa prática. Sinceramente, fazer pizzas “do zero” em casa é algo que eu nunca consideraria prático e adaptável a esta situação, mas na realidade foi. O segredo: bom planeamento e uma ajudinha da mãe (eheheh).

Começando logo na massa. A primeira imagem na minha cabeça é a da cozinha toda salpicada de farinha após horas a amassar e outras mais a levedar. Tal como disse, o objectivo era ser prática e não tradicional e por isso recorri à opção “massa” na máquina de fazer pão da minha mãe. Antes de sair de casa de manhã juntei os ingredientes todos na cuba e programei a máquina para que, quando retornasse a casa, estivesse pronta a esticar.

Em relação ao molho de tomate sempre julguei que o mais prático seria utilizar polpa de tomate em conserva. Bem, na realidade talvez seja, pois não existe a necessidade de descascar tomates, mas pensando noutra perspectiva: os 5 minutos que se perdem nessa tarefa (a de tirar a pele dos tomates) acabam por se tornar num ganho, uma vez que acaba por ser mais saudável, ou seja, sem conservantes e outras coisas mais que nem sabemos que lá possam estar.
Isto tudo para contar que também o molho de tomate foi caseiro, cozinhado com as cebolas e tomates que trouxe nessa mesma tarde do campo dos sogros da Raquel do Amor às Camadas.

Esticada a massa e com o molho de tomate por cima faltava apenas combinar os vários ingredientes e, no fim, adicionar uma forte camada de queijo ralado (metade das pizzas levaram mozzarella e a outra metade a mistura de 3 queijos para poder agradar ao gosto de todos).

E jamais poderia ficar por dizer a fonte de inspiração das várias combinações: o blog Cinco Quartos de Laranja. Para além da inspiração também retirei de lá a receita para a massa.

De cima para baixo e da esquerda para a direita: a colheita da tarde, pizza de atum, pizza vegetariana e pizza de bacon antes de irem ao forno.

De cima para baixo e da esquerda para a direita: a colheita da tarde, pizza de atum, pizza vegetariana e pizza de bacon antes de irem ao forno.

Para a massa:

800g de farinha
4dl de água
2 e 1/2  colheres de sopa de azeite
1 pitada de sal
1 saqueta de fermento de padeiro em pó (na receita original eram 40g de fermento)

Como disse, juntei tudo na cuba da máquina e usei o programa “massa” que durante 1h e 30 min amassa e leveda.

Para o molho de tomate:

1/2 cebola grande picada
1 folha de louro
2 dentes de alho
3 colheres de sopa de azeite
10 tomates chucha
1 pitada de sal
2 colheres de sobremesa de açúcar

Refoguei a cebola e os alhos no azeite, com a folha de louro, e juntei os tomates já sem pele (a ajuda da mãe aqui foi crucial, já que sou muito lenta nesta tarefa :P).  Quando os tomates já estavam mais ou menos cozidos, triturei tudo com a varinha mágica adicionei o sal e o açúcar e levei mais uns minutos ao lume. Não se esqueçam de tirar a folha de louro antes de triturar, porque eu esqueci-me e foi tudo junto!

As combinações

Com estas quantidades de massa e molho resultaram 3 pizzas e ainda sobrou molho para mais uma que a minha mãe acabou por utilizar para ela. Jantamos então:
Pizza com bacon, cogumelos, milho, cebola queijo e orégãos.
Pizza com courgettte, milho, pimento vermelho, queijo e rúcula.
Pizza com atum, cogumelos, cebola, queijo e orégãos.

A vegetariana acabadinha de sair do forno e mais ao fundo duas fatias da pizza de atum.

A vegetariana acabadinha de sair do forno e mais ao fundo duas fatias da pizza de atum.