As férias, o cabide e o soufllé de atum

Estou de volta! De volta a casa, de volta ao trabalho, de volta às caseirísses de trabalhos manuais. Fui uns dias de férias para o maravilhoso sossego daquele pedaço de terra pitoresco e bem acolhedor chamado Zambujeira do Mar. Deu para apanhar frio, chuviscos, sol, “fazer praia”, acordar sem despertadores, tomar o pequeno almoço na rua com pãozinho quente que todas as manhãs nos deixavam à porta, conhecer um pouco da Costa Vicentina e sobretudo para descansar, recarregar baterias e “não mexer uma palha” quanto baste.

E digo quanto baste, porque ainda não tinha acabado a semana e já me encontrava em casa, com as mãos postas em mais um projeto caseirinho, que há muito queria e precisava fazer, um cabide para colocar na parede junto à entrada.

Mais uma vez inspirei-me no Pinterest e, umas pinceladas de vieux-chêne, umas pinceladas de verniz mate e uns furos depois, fiquei com menos dois pregos vazios na parede (porque no mesmo local, há 5 anos, esteve pendurado um outro cabide). Tão simples como uma tábua e seis puxadores.



No mesmo dia, começava às 19 horas o jogo Portugal-Espanha, que foi acompanhado com um pão de alho nada caseiro e, em seguida, com um soufllé de atum cuja receita nunca tinha experimentado. Sobre o soufflé: gostei, mas estava à espera que ficasse mais fofo. Nunca comi um soufllé, mas a ideia que tinha era que se assemelhasse um pouco a farófias, em termos de “leveza”, contudo a textura deste lembrava-me a tortilha de bacalhau que a minha mãe costumava fazer. Conclusão, hei-de repetir, cortando na quantidade de farinha para não ficar tão maçudo. Para já fica a receita original, do livro “Portugal connosco, receitas ao balcão”.

Ingredientes:
4 ovos
100 g de margarina
150 g de farinha (quantidade a reduzir da próxima vez)
2 latas de atum
2,5 dl de leite frio
1 colher de sopa de queijo ralado
Sal q.b.
Pimenta q.b.
Nós moscada q.b.
Queijo ralado q.b.

Separei as gemas das claras e reservei.

Numa panela em lume brando, derreti a margarina e juntei a farinha, misturando até ficar uniforme e retirei do lume.

Enquanto arrefecia um pouco, bati as claras em castelo.

Depois adicionei à margarina e farinha as gemas, o atum bem escorrido e desfiado, o leite, o queijo ralado e temperei com sal, pimenta e nós moscada.

Por fim envolvi as claras em castelo, coloquei num recipiente alto e apto para ir ao forno, cobri com queijo ralado e coloquei no forno, pré aquecido a 200ºC, durante 25 a 30 minutos.

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Empadão de Pescada Quase Espiritual

Ando cansada e a precisar de férias. O meu trabalho dos dias úteis de semana anda a estender-se para os fins-de-semana e apesar dos prazos de entrega estarem cada vez mais próximos, ainda assim parecem demorar a chegar. E se acho que ainda tenho muita coisa para fazer para tão pouco tempo, a verdade é que anseio que os prazos de entrega cheguem rápido, porque pouco depois vou de férias. Até porque, e como disse logo no início, estou a precisar de férias. E é por este motivo que não me tenho conseguido dedicar tanto às caseirísses como gostava.

Depois de um curto fim-de-semana de visita ao Algarve (que soube a pouco, já que na segunda-feira já estava eu no escritório a trabalhar) lá chegou a terça-feira, dia do trabalhador, dia de feriado. Foi também o dia que estive com o Hugo de volta das nossas férias para este Verão, a planear percursos e a definir alojamentos, mas sobre isso falarei noutro dia.

Aproveitei a manhã deste dia para fazer, para o almoço, uma “refeição de tabuleiro”, que normalmente necessita um pouco mais de tempo, mas rende sempre para as marmitas do dia seguinte. E já que estava com “a mão na massa” e com o tempo das próximas semanas um pouco contado, separei os preparados em dois tabuleiros diferentes para poder guardar um no congelador (e assim ter uma refeição pronta a ir ao forno e caseirinha).

Estava então decidida a fazer um empadão de peixe com puré de batata e pescada, mas pareceu-me demasiado simples e, por isso acabei por folhear o “Cullinarium 1” da Vaqueiro em busca de inspiração.

E foi assim que, com esta minha ideia inicial e misturando algumas partes de 2 ou 3 receitas da Vaqueiro, fiz o “Empadão de Pescada Quase Espiritual”, bem simples, delicioso e muito bom para quem só come legumes de forma “disfarçada”.

12 batatas pequenas
4,5 dl de leite
1 colher de sopa de margarina
1 cebola pequena picada
2 dentes de alho picados
4 colheres de azeite
1 alho francês cortado finamente
Gambas
1 cenoura grande ralada
1/2 “ramo” de brócolos
3 postas de pescada grandes cozidas
2 colheres de sopa de farinha
2 ovos
Pimenta q.b.
Nós moscada q.b.
Sal q.b.
Queijo ralado q.b.
Pão ralado q.b.
Cebolinho fresco q.b.

Num tacho coloquei as batatas cortadas em cubos a cozer com água e sal. Depois de cozidas, passei no passevit para fazer o puré, adicionei cerca de 2 dl de leite morno, a margarina, um pouco de nós moscada, mexi até ficar com uma consistência uniforme e reservei.

Numa panela à parte refoguei, em azeite, a cebola e o alho e juntei depois o alho francês. A meio da cozedura do alho francês, acrescentei o resto de um pacote de gambas (era já uma quantidade muito pequena e portanto foi só mesmo para aproveitar), a cenoura, os brócolos cortados em pedaços e sal.

Quando os brócolos se encontravam no ponto, juntei a pescada e depois de bem misturada adicionei 2,5 dl de leite, a farinha para fazer um molho branco, temperei com nós moscada e pimenta.

No tabuleiro de vidro para ir ao forno (usei dois para depois poder guardar um, como mencionei anteriormente) coloquei em uma camada de puré de batata, o preparado do peixe e legumes, polvilhei com um pouco de queijo ralado, mais uma camada de puré e por fim cobri com pão ralado, um pouco de cebolinho, da minha varanda, e levei ao forno, pré aquecido, durante 15/20 minutos.

Antes do queijo ralado deveria ter colocado os ovos cozidos em pedaços, mas como me lembrei apenas no final, acabei por cortar em rodelas e dispor por cima do pão ralado.

Uma festa gelada para terminar o ano

31 de Dezembro. Celebrações de fim de ano por toda a parte e faz 3 anos que, além de celebrar a entrada no novo ano acompanhada de familiares ou amigos, celebro também o aniversário da minha sobrinha. No dia a festa é sempre feita com os familiares mais diretos/próximos (já que a família é relativamente grande).

Este ano, ao contrário dos anteriores em que apenas houve uns chapéus dos Amigos do Panda (no primeiro aniversário) e um bolo da Kelly do Oeste (no segundo aniversário), houve um tema para a festa, o filme Frozen, e por isso houve algumas decorações, doces e petiscos a condizer.

Haviam enfeites e consumíveis “de compra” prontos a usar como copos, pratos, guardanapos e a toalha com desenhos da Anna e da Elsa, “puffs” de papel de seda branco, balões azuis e brancos, grinaldas com borboletas azuis, entre outros, e depois haviam os enfeites caseirinhos.

Na parede, onde estavam as mesas com os doces e salgados, colocámos uma faixa de papel de seda azul com flocos de neve confecionados com folhas brancas de papel e com umas imagens da Anna e da Elsa feitas com os saquinhos de formato triangular que se costumam usar para encher com guloseimas para oferecer. Na toalha de plástico de cor azul, sobrepusemos umas toalhas de papel branco, onde recortámos o rebordo de forma a assemelhar-se a estalactites de gelo.

Nos doces e salgados, os pratos habituais que costumamos fazer para as festas e os que alguns familiares trouxeram foram decorados com algumas imagens das personagens do filme.

Além destes havia ainda:

– Patê de delicias do mar em forma de boneco de neve;
– Olafs de brigadeiro de chocolate branco;
– Estalactites de gelo feitas com grissinis cobertos de chocolate branco e côco ralado ou com pepitas coloridas;
– Bonecos de neve de pipocas com açúcar caramelizado.

Por fim, o bolo de aniversário (não caseirinho), com uma imagem da Elsa, chegou até à mesa acompanhado da música “Já passou” na altura de cantar os parabéns.

Apesar de um tema bem gelado, foi uma tarde repleta de brincadeiras, muita dança e de convívio familiar. E quando questionada, pela minha mãe, sobre se tinha gostado da festa, a minha sobrinha respondeu que tinha gostado muito. Que gostou de dançar e de comer Olafs de pipoca com o tio João.

E no dia seis celebramos os reis com as prendas para o menino…

Como vem sendo habitual, não foram só as decorações de Natal que foram caseirinhas. Este ano (ou, mais corretamente, no ano que passou), apesar de ser em menor número que no ano anterior, algumas das prendas que ofereci foram caseirinhas.

No início do mês de Dezembro fiz uns pequenos testes que dei a provar, a uma ou outra pessoa, para não correr o risco chegar aos dias que antecedem o Natal e ficar sem prendas para oferecer porque aquilo que tinha idealizado não estaria a correr da forma como seria suposto.

Assim, depois de ter os testes aprovados, fiz chocolates brancos e negro, com sementes de abóbora, sementes de girassol, amêndoas, coco ralado, bolinhas coloridas e amendoins.



Fiz também gomas de vinho com vinho branco Lezíria e tinto da Adega de Pegões, sendo que esta era a prenda que, no início, tinha mais incerteza se o resultado final seria algo apresentável e, sobretudo, comestível. E sim, esta talvez tenha sido a prenda “uau” deste ano, competindo assim com as canecas e os cocós de rena e dos anos anteriores.


Este ano houve novamente caracóis de Inverno que, apesar de não serem uma novidade por aqui, aproveito agora para partilhar a receita, até porque quando precisei dela no dia 24 já nem me lembrava onde a tinha ido buscar inicialmente.

500g de farinha
240g de manteiga
300g de açúcar
2 ovos
20g de chocolate em pó
2 colheres de chá de extrato de baunilha

Numa tigela misturei a farinha, o açúcar, os ovos e a manteiga aos poucos, amassando bem até a massa estar bem ligada.

Dividi a massa em duas partes iguais, numa misturei o chocolate em pó e, na outra, o extrato de baunilha, fazendo duas bolas de massa, as quais envolvi em película aderente e deixei repousar no frigorífico por uma hora.

Passada essa hora, estendi as duas massas, formando um retângulo com cada, coloquei uma por cima da outra e, do lado mais comprido, comecei a enrolar como se de uma torta se tratasse.
Por fim, cortei em rodelas com cerca de 1 cm de largura e dispus num tabuleiro com papel vegetal reutilizável, levando ao forno (pré aquecido) a 180ºC, durante cerca de 15 minutos.

(Devem estar a reconhecer a fotografia, pois já foi publicada aqui da primeira vez que fiz os Caracóis de Inverno. Com a azáfama do momento, esqueci-me de tirar fotografias aos deste ano.)

Todas as prendas caseirinhas mereceram etiquetas caseirinhas condizentes, sendo que no próximo Natal todas as prendas levarão etiquetas caseirinhas (ou outras que encontrei pelo Pinterest), pois o stock quase interminável de etiquetas que tenho desde os anos 90 parece estar finalmente a chegar ao fim.

O pequeno upgrade da cozinha

Depois da última publicação estive em obras na cozinha (e depois disto fui de férias, daí a tremenda ausência). Pequenas remodelações ou adaptações que agora a tornam mais prática. Andei a fazer contas e já vão para 4 anos que vivo sozinha, ou seja, são 4 anos com o fio do esquentador pendurado. Shame! (como diria a senhora de Game of Thrones).

Passo a explicar. Há 4 anos, comprei o meu esquentador, o armário onde este seria instalado (e onde esteve instalado o esquentador anterior) não estava preparado para receber um com sistema de ventilação e por isso não possuía uma tomada. Na altura, liguei-o à tomada mais próxima, situada a meio do balcão da cozinha, servindo de solução (supostamente) temporária. O tempo passou e a solução “temporária” permaneceu durante os 4 anos que referi.

Outra coisa que queria mexer na cozinha era a iluminação artificial. Até ao momento tinha apenas um candeeiro simples com duas lâmpadas fluorescentes tubulares no centro do tecto da cozinha. Isto significa que, de noite, sempre que lavava a loiça no lavatório, ou preparava alguma coisa no balcão eu própria fazia sombra ao local/plano de trabalho.

Assim, este ano verão, ainda antes das férias e como prenda de anirversário, tornei a minha cozinha um pouco mais funcional, escondendo o fio do esquentador, instalando uma luminária led sobre o balcão onde faço a preparação da comida e instalando um candeeiro led para iluminar o lava-loiças, acabando por libertar a tomada onde anteriormente ligava o esquentador.

(a cozinha antes das alterações, de dia, com a luz desligada; depois das alterações, de noite, só com os candeeiros novos ligados; depois das alterações, de noite, com todos os candeeiros ligados)

A parte eléctrica não é bem o meu forte, entendo alguns conceitos base, mas não muito mais do que isso. Por isso, como não quis arriscar rebentar com a rede eléctrica da casa, o meu pai ficou com as ligações eléctricas enquanto eu fiquei com a concepção das soluções e servi de assistente dele durante a instalação (passar alicates, chaves, direcionar a luz de apoio, posicionar o aspirador no momento de fazer furos, etc.).

A solução que aplicámos passou por instalar também uma tomada tripla (escondida) no armário do esquentador, a qual estão agora agora ligados o esquentador e os dois novos candeeiros, libertando assim a tomada do balcão e de forma a chegar facilmente ao interruptor do candeeiro de cima (interruptor este que tivemos de acrescentar, pois o que vinha de origem fica no topo do armário, junto ao candeeiro, e portanto não seria fácil de utilizar).

(antes e depois)

Assim, para alimentar a nova tomada, tivemos de colocar um cabo eléctrico (tapado com uma calha) da tomada do balcão até junto do esquentador, passado por dentro do armário. Como imediatamente acima da tomada existente tinha um suporte de papel de cozinha, retirámos um dos parafusos de fixação à parede, rodámos o suporte a 180º e furámos e colocámos o mesmo parafuso no novo local, sendo que o furo anterior ficou totalmente tapado pela calha.

Esta pequena obra de upgrade interior acabou por durar dois dias (ou duas noites, mais precisamente), pois tive de ir a “correr” ao AKI, no Retail Park em Coina (por ser a loja que fecha mais tarde aqui na zona), para comprar uma tomada nova para o balcão. A existente já estava um pouco ressequida, com os seus cerca de 20 anos, e foi-se partindo aos poucos à medida que íamos mexendo e tentado adicionar os novos fios eléctricos. Aqui é que as coisas se complicaram, uma vez que já não se encontram tomadas iguais às restantes da cozinha, mas optei por uma o mais parecida possível (a 3ª da foto).

Entretanto surgiram mais algumas ideias de pequenas alterações na cozinha, mas, para já, estas já me deixaram satisfeita.

E nos entretantos…

Tenho andado ausente nas escritas aqui pelo blog, mas um pouco mais activa no Instagram e também no meu cantinho de trabalhos caseiros. Até porque as minhas actividades caseiras, desde a última publicação aqui, não têm tido uma grande história por detrás delas. Por isso desta vez trago um “resumo” do que tenho andado a fazer.

Então, como já partilhei na página do Facebook e na conta do Instagram, ofereci à minha sobrinha, pela Páscoa, uma régua, em madeira, para marcar a sua altura ao longo dos anos. Como não queria decorá-la com motivos muito infantis, acabei por misturar algumas ideias do que fui encontrando pela Internet, pintando vários espaços, todos diferentes, para ao longo do seu crescimento anotar vários marcos da sua vida, como, por exemplo, quando apareceu o primeiro dente, a primeira palavra que disse, quando deu os primeiros passos, os passeios que fez, etc.

Portanto, daqui a primeira parte já está feita. Agora falta apenas começar a preencher e pregar à parede.

Também envolvendo o quarto da pequena, eu e a minha irmã decorámos a parede do quarto dela na manhã do dia 25 de Abril. A logística foi mais elaborada do que possa parecer à primeira vista, pois para além de colar todas as peças que formavam o desenho (algumas com a ajuda da minha sobrinha, que também quis participar) houve muita brincadeira em simultâneo, caso contrário todo este processo tornar-se-ia demasiado aborrecido e impaciente para a habitante do quarto.

Também andei pela cozinha e experimentei fazer algo com abacate pela primeira vez. No fim de semana em que fui ao Algarve, comprei uns abacates a um produtor local e, com os que estavam mais maduros fiz uma massa de atum e abacate, modéstia à parte, deliciosa. Eu, que não gosto de atum, comi, repeti e ainda enchi a marmita para o almoço do dia seguinte.

Quanto aos caroços dos abacates que usei, tirei-lhes a casca, espetei uns palitos e coloquei cada um num frasco com água para ver se germinam.

Ah! E por falar em plantas, as minhas orquídeas já floriram. A branca está carregada de flores, a amarela tem duas flores abertas, um pé novo e várias flores por abrir e as 3 que transplantei, em anos anteriores, têm folhas novas. Entretanto, não resisti e, numa ida ao hipermercado comprei a orquídea cor de vinho, resgatando-a assim de uma morte lenta à entrada do estabelecimento.

No último fim de semana, mesmo com todos os acontecimentos que existiram, ainda arranjei tempo para pintar mais uma fita académica, para a bênção de finalistas, e um mini-livro com uma receita de limonada para oferecer a um grandioso fã de Beyoncé que faz anos precisamente nesta data. Claro que lhe ofereci também um livro “a sério” (sobre um assunto um pouco diferente), mas o primeiro foi mais pela piada da coisa, porque: nº 1, é um grande fã de Beyoncé; nº 2, recentemente a Beyoncé lançou um livro intitulado “How to make lemonade” (como fazer limonada) e apesar de saber que ele iria adorar tê-lo, o preço saia um pouco (muito) do meu orçamento. E por isso juntei o melhor de dois mundos: Beyoncé e trabalhos manuais 😛 (carregando nas fotografias em baixo dá para ler um pouco melhor)


Massa de atum e abacate:

2 colheres de sopa de azeite
1 cebola roxa pequena
2 dentes de alho
3 latas de atum
1 lata de milho doce
Massa espiral q.b.
2 abacates pequenos (ou 1 abacate grande)
100 ml de natas para culinária
Leite q.b.
Queijo ralado q.b.
Sal e pimenta q.b.
Tomilho q.b.

Numa panela cozi as massas em água e sal. Depois de cozidas, transferi-as para um escorredor e na mesma panela refoguei, em azeite, a cebola roxa às rodelas e os dentes de alho picados. Em seguida juntei o atum bem desfiado, o milho, as massas, as natas, os abacates cortados em pedaços e temperei com pimenta.

À medida que ia mexendo, as natas começaram a engrossar e por isso fui juntando um pouco de leite, o suficiente até ficar com uma consistência cremosa, nem muito espessa, nem muito líquida.

Por fim servi com queijo ralado e tomilho.

Entretanto aproxima-se o 3º aniversário da Carolina Caseirinha e já sei o que vou fazer para assinalar esta data, mantenham-se atentos, porque um novo pequeno projecto surgirá 😀

Mais uma receita para os amigos vegetarianos (e para os não vegetarianos também)

Experimentei uma receita nova: quinoa rice (numa tradução, muito básica, será algo como arroz de quinoa). Já a tinha guardado numa das minhas pesquisas no Pinterest para as ocasiões em que recebo à mesa alguém vegetariano ou para servir de acompanhamento a um peixe ou bife grelhado e acabou por se verificar as duas situações. Ou seja, experimentei este prato porque ia receber uma vegetariana à mesa e, como ainda não sei controlar muito bem a quantidade de quinoa (e não queria que ninguém passasse fome), acabei por fazer quantidade suficiente para a refeição completa de 4 pessoas e, com o que sobrou, ainda deu para servir de acompanhamento a peitos de frango para 3 pessoas no dia seguinte.

Além de fácil e rápida, esta receita torna-se muito apetecível para o tempo de Verão, que cada vez mais se aproxima, pois sabe igualmente bem se for servida quente ou à temperatura ambiente.

2 chávenas de chá de quinoa
4 chávenas de chá de água
Sumo de limão q.b.
4 colheres de sopa de azeite
1 cebola
3 dentes de alho
200g de cogumelos frescos
½ brócolo
1 curgete
2 cenouras
1 lata de milho
3 ovos
Molho de soja q.b.
Sal e pimenta q.b.
(atenção que estas quantidades são as que usei, por isso alimentam 7 a 8 pessoas, dependendo da capacidade/nível de apetite de cada um :p )

Num tacho, coloquei ao lume a quinoa e a água, temperei com um pouco de sal e deixei cozinhar até a quinoa aumentar de tamanho e ficar sem água.

Numa panela grande, coloquei o azeite, a cebola picada e os dentes de alhos picados para refogar. Em seguida juntei os brócolos cortado em pedaços, a curgete aos cubos, os cogumelos laminados (aproveitei para dar uso à caixa para cortar legumes que recebi no Natal 🙂 ) e deixei cozinhar, mexendo um pouco. Um pouco antes de estarem completamente cozinhados, juntei a cenoura e o milho e mexi.

Entretanto a quinoa ficou “no ponto”, apaguei o lume e reguei-a com um pouco de sumo de limão.

À parte, numa frigideira fiz os ovos mexidos. Misturei a quinoa na panela dos legumes e em seguida os ovos cortados em pedaços, finalizando com um pouco de molho de soja enquanto envolvia todo o conteúdo da panela.

Lá por casa, quando servi a acompanhar com os bifes, o único comentário que recebi foi do meu pai, que disse “sabes só o que falta aqui?”, ao qual respondi de imediato “amêndoas, não é?” e ele validou a minha resposta. Por isso, já sei que, da próxima vez terei de juntar também um punhado de amêndoas para acrescentar o “factor crocante” a esta receita.

(Esta última fotografia nem foi tirada com o propósito de vir para o blog, mas sim para fazer “pirraça” às companheiras de crossfit que partilham as fotos do jantar depois do treino nos dias em que o meu jantar é peixe cozido. Ainda assim, aproveitei para partilhar aqui também, já que foi a refeição onde a quinoa rice serviu de acompanhamento)