A caixa Vida e Fortuna

Das coisas caseirinhas que fiz nos últimos anos, e que ainda não tinha partilhado aqui, há uma com algumas memórias muito especiais. A caixa de transporte de bebidas Vida & Fortuna.

Durante muitos anos serviu de caixa de ferramentas do meu avô e foi esta a utilidade que ela teve durante a minha infância, até há 4/5 anos quando a transformei num pequeno espaço de arrumação de DVDs e que agora se encontra junto da mesa de paletes.

Em décadas passadas, um dos irmãos do meu avô tinha uma fábrica de refrigerantes de nome Vida & Fortuna e, na época, o transporte das garrafas de vidro era feito em caixas de madeira. Quando comecei a organizar as fotografias antigas do meu avô (trabalho este que ainda não acabei, não por serem muitas, mas porque nunca mais me dediquei a ele) descobri uma fotografia onde aparece a minha avó (a segunda senhora na fotografia) a trabalhar na zona de lavagem de garrafas.

Por todas estas memórias, e por outras mais, que cabem dentro daquela caixa, tive de resgatá-la quando o destino certo era a lareira.



Nessa altura estava muito atacada pelo bicho da madeira e suja de tinta. Por isso, no Verão de 2013, limpei-a com uma escova e depois a lixa (de forma um pouco mais firme na zona onde estava manchada da tinta) e pincelei um produto para matar o bicho da madeira (o mesmo que tinha colocado nos barris do meu avô). Por fim, apliquei-lhe um verniz.

Agora a caixa que transportou garrafas e guardou martelos, maços, serras e serrotes e imensos pregos soltos, ergue-se na minha sala como arrumação dos DVDs.

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Verão e a manutenção da casa

Já entremos no oficialmente no Verão há algumas semanas. Há arraiais espalhados por todo o lado, noites de convívio na rua, música, gelados, caracoladas, férias, mergulhos e, além disto tudo, por aqui significa também trabalhos no exterior, limpezas grandes e manutenção da casa.

Há dois anos, durante as limpezas grandes de Verão, constatei que os ferros das varandas precisavam de ser pintados. A tinta começava a lascar e, em algumas zonas, já acusavam ferrugem. Durante os (quase) 20 anos que a minha casa tem estes nunca tinham sido pintados e achei que era melhor ter agora o trabalho de manutenção, gastar meia dúzia de euros numa lata de tinta e os ferros durarem outros 20 anos, do que, daqui por um ou dois anos (ou talvez um pouco mais), ter de investir em ferros novos ou noutro tipo de proteção de varandas.

Assim, ganhei coragem e dediquei uma manhã e meia tarde da minha semana de férias para limpar as varandas e os ferros, passar com uma escova de arame nos ferros para soltar as lascas de tinta, proteger as varandas e as janelas com fita de papel, mantas e folhas de revista e por fim pintar os ferros com uma tinta do tipo Hammerite.


Também durante estes dias transplantei o primeiro abacateiro para a terra. Curiosamente o que se encontrava mais desenvolvido, e que mudei agora do frasco para a terra, foi o do terceiro abacate que consumi e cujo caroço é ligeiramente diferente dos dois primeiros (talvez por este motivo tenha um desenvolvimento diferente). Os dois primeiros já têm algumas raízes, mas o caule ainda é um pouco pequeno.

Aproveitando ainda este espirito de limpezas, organização e manutenção da casa, partilho uma dica caseirinha para limpeza e desentupimento de canos (quando digo desentupimento refiro-me às situações quando o tempo de escoamento da água pelo ralo/cano é muito demorado e não propriamente aos canos que se encontram 100% entupidos, neste último caso acho que a solução deverá passar por chamar o canalizador/empresa de desentupimento).

Vi esta “receita” em vários vídeos no Facebook e também em publicações no Pinterest e por isso decidi experimentá-la no Inverno passado, podendo comprovar que funciona e penso que não seja prejudicial à canalização (se alguém souber de um motivo contrário, partilhe). Até então usava sempre aqueles produtos próprios para o efeito ou ácido muriático, mas esta solução parece-me mais amiga do ambiente e menos perigosa, sendo que o vinagre é um ingrediente com boas propriedades antissépticas.

Usei apenas:
Vinagre
Bicarbonato de sódio
Água quente

Numa panela coloquei a água para ferver. Deitei um pouco de bicarbonato de sódio (2 ou 3 colheres de chá, consoante a situação) no ralo/entrada do cano e, em quantidade igual, verti o vinagre começando a reação entre os dois.

Conforme termina o barulho “efervescente” da reação adicionei um pouco mais de vinagre e aguardei que a reação terminasse, pois por vezes o vinagre que é adicionado inicialmente não chega a toda a quantidade de bicarbonato de sódio (até porque não dá para ver muito bem para onde estamos a “fazer pontaria”).

Por fim, deitei a água, que aqueci na panela, pelo cano e quando esta acabou deitei um pouco de água fria corrente para ter a certeza que não fica nada por lavar.

E nos entretantos dos entretantos….

Nos entretantos dos entretantos terminei mais um pequeno trabalho que comecei em Abril. Demorou um pouco mais do que esperava, não porque fosse algo muito trabalhoso e complicado, mas porque fui fazendo e parando, fazendo e parando. Aliás, na altura em que o comecei partilhei na conta de Instagram que ia dar uma segunda chance a dois quadros que tinha no corredor. Hoje, finalmente, posso desvendar o resultado final.

Tinha dois quadros na parede do corredor um pouco ao estilo “quadro do menino da lágrima” só que com flores, ou seja, um bocadinho à “Conta-me como foi”, que já estou tão habituada a tê-los na parede que vê-la sem eles (ou com outros) seria demasiado estranho. Por isso decidi dar-lhes uma cara lavada. Um pequeno twist para cortar um pouco o aspecto de “parede que parou no tempo”. E se alguém disser que é parolo ou démodé eu direi que é vintage caseirinho 😛

Comecei, portanto, por limpar os quadros e por delimitar com fita de papel a área que queria pintar com um verde lima/verde alface.

Depois de várias camadas de tinta retirei a fita no quadro mais pequeno decidi retirar a tinta da moldura pois, no início quando a limpei, começou a lascar e a saltar a tinta. Após retirar a tinta da moldura com a ajuda de um x-ato e de a limpar novamente para retirar alguns pedacinhos soltos que tivessem ficado, delimitei o fundo dos quadros com nova fita de papel para, então, pintar ambas as molduras de dourado.

Et voilà. Depois de tudo seco e de passar um verniz incolor mate, retirei as fitas de papel e ficaram prontos para voltar ao seu lugar, na parede de entrada.

Confesso que, durante este tempo em que a parede esteve vazia, estranhava sempre que abria a porta e dava de caras com a parede cor de “casquinha de ovo” apenas com dois pregos vazios.

Durante este tempo risquei também mais um item da minha “lista de coisas a fazer com tempo”. No Natal passado ofereci a mim mesma três vasos de cores diferente para passar dois cactos e uma suculenta para a parede da varanda que, tal como a parede do escritório/atelier, tinha 3 pregos sem nada pendurado. Assim esperei que as temperaturas exteriores ficassem mais amenas para poder fazer a transição sem que as plantas sentissem o choque térmico, furei os vasos (pois não consegui encontrar suportes para o que pretendia) e no fim de semana passado fiz a mudança.

Ainda sobre as plantas, mais concretamente sobre a tentativa de desenvolver abacateiros, um dos caroços de abacate já possui uma pequena raiz. =s outros dois também já começaram a desenvolver raiz mas ainda não passa do interior do caroço para fora.

E nos entretantos…

Tenho andado ausente nas escritas aqui pelo blog, mas um pouco mais activa no Instagram e também no meu cantinho de trabalhos caseiros. Até porque as minhas actividades caseiras, desde a última publicação aqui, não têm tido uma grande história por detrás delas. Por isso desta vez trago um “resumo” do que tenho andado a fazer.

Então, como já partilhei na página do Facebook e na conta do Instagram, ofereci à minha sobrinha, pela Páscoa, uma régua, em madeira, para marcar a sua altura ao longo dos anos. Como não queria decorá-la com motivos muito infantis, acabei por misturar algumas ideias do que fui encontrando pela Internet, pintando vários espaços, todos diferentes, para ao longo do seu crescimento anotar vários marcos da sua vida, como, por exemplo, quando apareceu o primeiro dente, a primeira palavra que disse, quando deu os primeiros passos, os passeios que fez, etc.

Portanto, daqui a primeira parte já está feita. Agora falta apenas começar a preencher e pregar à parede.

Também envolvendo o quarto da pequena, eu e a minha irmã decorámos a parede do quarto dela na manhã do dia 25 de Abril. A logística foi mais elaborada do que possa parecer à primeira vista, pois para além de colar todas as peças que formavam o desenho (algumas com a ajuda da minha sobrinha, que também quis participar) houve muita brincadeira em simultâneo, caso contrário todo este processo tornar-se-ia demasiado aborrecido e impaciente para a habitante do quarto.

Também andei pela cozinha e experimentei fazer algo com abacate pela primeira vez. No fim de semana em que fui ao Algarve, comprei uns abacates a um produtor local e, com os que estavam mais maduros fiz uma massa de atum e abacate, modéstia à parte, deliciosa. Eu, que não gosto de atum, comi, repeti e ainda enchi a marmita para o almoço do dia seguinte.

Quanto aos caroços dos abacates que usei, tirei-lhes a casca, espetei uns palitos e coloquei cada um num frasco com água para ver se germinam.

Ah! E por falar em plantas, as minhas orquídeas já floriram. A branca está carregada de flores, a amarela tem duas flores abertas, um pé novo e várias flores por abrir e as 3 que transplantei, em anos anteriores, têm folhas novas. Entretanto, não resisti e, numa ida ao hipermercado comprei a orquídea cor de vinho, resgatando-a assim de uma morte lenta à entrada do estabelecimento.

No último fim de semana, mesmo com todos os acontecimentos que existiram, ainda arranjei tempo para pintar mais uma fita académica, para a bênção de finalistas, e um mini-livro com uma receita de limonada para oferecer a um grandioso fã de Beyoncé que faz anos precisamente nesta data. Claro que lhe ofereci também um livro “a sério” (sobre um assunto um pouco diferente), mas o primeiro foi mais pela piada da coisa, porque: nº 1, é um grande fã de Beyoncé; nº 2, recentemente a Beyoncé lançou um livro intitulado “How to make lemonade” (como fazer limonada) e apesar de saber que ele iria adorar tê-lo, o preço saia um pouco (muito) do meu orçamento. E por isso juntei o melhor de dois mundos: Beyoncé e trabalhos manuais 😛 (carregando nas fotografias em baixo dá para ler um pouco melhor)


Massa de atum e abacate:

2 colheres de sopa de azeite
1 cebola roxa pequena
2 dentes de alho
3 latas de atum
1 lata de milho doce
Massa espiral q.b.
2 abacates pequenos (ou 1 abacate grande)
100 ml de natas para culinária
Leite q.b.
Queijo ralado q.b.
Sal e pimenta q.b.
Tomilho q.b.

Numa panela cozi as massas em água e sal. Depois de cozidas, transferi-as para um escorredor e na mesma panela refoguei, em azeite, a cebola roxa às rodelas e os dentes de alho picados. Em seguida juntei o atum bem desfiado, o milho, as massas, as natas, os abacates cortados em pedaços e temperei com pimenta.

À medida que ia mexendo, as natas começaram a engrossar e por isso fui juntando um pouco de leite, o suficiente até ficar com uma consistência cremosa, nem muito espessa, nem muito líquida.

Por fim servi com queijo ralado e tomilho.

Entretanto aproxima-se o 3º aniversário da Carolina Caseirinha e já sei o que vou fazer para assinalar esta data, mantenham-se atentos, porque um novo pequeno projecto surgirá 😀

O talento do avô, o restauro da caseirinha

“Tanoeiro: O que conserta ou faz tonéis, tinas, dornas, barris, pipas e outros vasilhames semelhantes”.

O meu avô, pai da minha mãe, numa de entre as suas muitas profissões e ocupações, era tanoeiro. Agora que penso nisso, era sem dúvida um homem de muitas ocupações. Foi tanoeiro, apicultor, criou porcos e ainda cavou muita terra para plantar batatas, e outras coisas mais, juntamente com a minha avó.

É o 6º de 11 filhos (na foto é o segundo da fila de trás) e cá na terra, toda a gente o conhecia por Zita, apesar de esse não ser o nome de nascimento dele. Aliás, muitos ainda hoje devem pensar que esse é o seu verdadeiro nome e confesso que até eu achei estranho quando percebi que se chamava José. Para mim, e até ao momento dessa descoberta, o primeiro nome era Avó, o último Zita. Não tinha muito que enganar.

Os meus avós maternos sempre foram muito próximos, porque morar literalmente na porta ao lado facilita a tarefa de ser um avô presente na vida dos netos. Talvez também os valores e a importância do conceito de família que lhes foram transmitidos pelos seus pais e as condições modestas (digamos assim) com que foram criados tenham contribuído para isso. E, apesar do enorme “beicinho” registado no foto (ou estava a fazer uma birra ou estava só encandeada pelo sol), foram sempre os melhores avós que conseguiram e podiam ser.

Agora que penso em retrospectiva, parece-me que sempre o conheci o meu avô velhinho e, claro, sempre acompanhado da sua bengala. Toda a sua vida foi um homem bastante exigente, um homem de grande Fé e que sempre gostou muito da sua família. E penso que estas duas últimas coisas bastavam para ele: a Fé e a família. Aliás, uma das muitas frases que ele costumava dizer-nos era precisamente “o orgulho do avô são os filhos e os netos”.

Mas voltemos ao assunto inicial. O meu avô era tanoeiro de profissão. Agora, enquanto escrevo, apercebo-me que nunca lhe perguntei por que motivo foi para esse ofício, ou com quem aprendeu ele essa arte.

Durante anos da sua vida fez e consertou barris e pipas (e talvez outra coisas mais, também relacionadas com a profissão, e que eu desconheça) para algumas das grandes casas de vinhos da zona, como a Adega Venâncio da Costa Lima, em Quinta do Anjo, a Adega Xavier Santana, em Palmela, a Adega José Maria da Fonseca, em Azeitão, e também para a Casa Quaresma, em Quinta do Anjo. Além disso fazia peças mais pequenas, do tipo decorativas, desde garrafas, a baldes e pipas. Se fazia para fora não sei, mas pelos menos na casa dos meus pais e dos meus avós eu podia encontrá-las.

No verão de 2012, uns meses depois do meu avô ter falecido, decidi que iria restaurar duas peças que estavam guardadas na casa das máquinas/ferramentas que temos no quintal (não me recordo do motivo pelo qual foram ali guardadas, mas certamente que terá sido por uma questão de espaço). Se ali continuassem só iriam ficar mais degradadas com a chuva e a condensação que por vezes caíam sobre elas, uma vez que o telhado da tal casinha, na altura, já não estava em boas condições. Se ao menos me tivesse lembrado mais cedo de as restaurar, talvez ainda tivesse recebido umas dicas para o fazer com o devido preceito de tanoeiro, mas ainda assim desenrasquei-me.

A madeira estava manchada por causa da água e haviam zonas marcadas com buracos do bicho da madeira. Os arcos de metal já há muito que não se mantinham no devido lugar e, para contornar essa situação, o meu avô já lhes tinha colocado uns pequenos pregos/grampos para impedir que saíssem do sítio.

Comecei por limpar e escovar o pó, retirei metade das cintas, lixei ligeiramente para que a madeira ficasse um pouco mais uniforme (portanto, menos manchada) e depois repeti o mesmo processo para a outra metade. Em seguida dei umas boas “pinceladelas” de um produto para matar o bicho e tratar da madeira.

Se estes pequenos barris aguentam vinho ou outro líquido no seu interior? Tenho a certeza que não, nem sei se alguma vez aguentaram, mas funcionam na perfeição enquanto peças decorativas na minha sala.

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O restauro não é recente, porque na altura ainda não existia a Carolina Caseirinha, mas achei que este seria momento ideal para esta partilha, sobretudo porque ambos os meus avós comemorariam os seus aniversários de vida neste mês. Primeiro a minha avó, no dia 5, e depois o meu avô, precisamente hoje. E, se ainda por cá andassem, celebraríamos com eles os seus 83º e 88º aniversários.

O “novo” cantinho dos trabalhos manuais

Está aberta a época oficial das limpezas grandes de verão! Há quem as faça quando o tempo começa a melhorar, na primavera, quando são guardadas as mantas, os casacões e as galochas e há quem as faça no verão por ter mais tempo disponível. Eu pertenço ao 2º grupo.

A estratégia que usei no ano passado não foi das melhores. Nas duas semanas, seguidas, que tive de férias fui para o Algarve na primeira, limpei a casa na segunda semana e regressei ao trabalho quase tão cansada como quando entrei de férias. Mas, se tivesse feito o contrário, primeiro as limpezas e depois as férias de descanso, iria regressar a casa e ver outra vez pó um pouco por todo o lado e em vez do aroma a óleo de cedro, que o meu cérebro já registou como “cheiro a limpo”, sentiria o “cheiro a fechado”.

Por isso, este ano segui a sugestão da minha mãe e optei por limpar duas ou três divisões por fim de semana, dependendo da complexidade das mesmas. Sei que quando terminar a última divisão a primeira já deve precisar de uma pequena limpeza novamente, mas assim talvez dê para aproveitar melhor depois a semana de férias que supostamente estaria reservada para as limpezas.

Mas, concretamente, o que faço eu numa limpeza grande de verão? Tudo e mais um par de botas (expressão que adoro!). Desde coisas que fazem parte da limpeza semanal às que apenas merecem ser feitas uma ou duas vezes por ano. Lavo as paredes, os tetos e os rodapés, limpo os candeeiros, lavo varandas, janelas, portadas, cortinados e tapetes, passo óleo de cedro nas madeiras, meto óleo nas dobradiças que fazem barulho, tiro tudo de todas as estantes, gavetas e armários para limpar e ver o que é para manter, para dar, ou para deitar fora (ou reciclar se for o caso) e ainda aproveito também para fazer pequenas reparações que ao longo do ano fui colocando na “lista de coisas para fazer com tempo”.
Assim, no fim de semana passado comecei por um quarto e o escritório. O quarto em questão foi fácil e relativamente rápido porque não tem quase nada, o escritório é que deu mais luta pois envolve mais tempo à volta da papelada.

Enquanto limpava este último espaço constatei que não o utilizo com muita frequência, pelo menos desde que o meu computador é portátil, sendo que o sinal de wifi não chega bem até lá. Sempre que preciso de trabalhar ao computador, sento-me na mesa da cozinha ou no quarto. Na sequência destes pensamentos, lembrei-me que o mesmo acontece com algum trabalho mais manual, como foi o caso das lembranças da Profissão de Fé, das fitas académicas ou do restauro do presépio. Normalmente vou para a mesa da cozinha, pois lá a luz natural e artificial é bastante boa.

Agora que pensava melhor no assunto, nunca tinha equacionado utilizar o escritório para estes trabalhos. Lá a luz também é bastante boa e não corro tantos riscos com possíveis derrames de café pela manhã. Portanto, aproveitei estas limpezas para o deixar já preparado para acolher os próximos trabalhos manuais da Carolina Caseirinha. Assim ao estilo de um pequeno atelier (epá! que isto assim até soa a uma coisa quase-profissional 😛 ).

E o primeiro trabalho caseiro neste espaço realizou-se hoje. Na “lista de coisas para fazer com tempo” estavam, há quase um ano, um colar e uma pulseira da minha irmã que rebentaram e que desde então aguardavam que eu os reparasse. Nada de muito complicado, foi só passar as contas do fio partido para um novo, mas não deixa de ser o trabalho de “inauguração”.

Ainda sobre as limpezas grandes, as pequenas reparações e a “lista de coisas para fazer com tempo”, aproveitei para envernizar algumas falhas no verniz da escada do escritório que dá acesso ao sótão, resultantes da mudança da máquina da costura (que está pegada à respectiva mesa – um verdadeiro pesadelo em termos de peso) que estava no sótão para a casa da minha mãe. Para além da máquina da costura, também contribuiu para o estrago alguma mobília que lá estava guardada e que, de forma provisória (pensando bem, já lá vai um ano ou dois), aproveitei para “rechear” algumas divisões da casa para ser mais prático e não ter de comprar tudo de uma só vez (por isso não se admirem se a mobília do escritório, agora atelier, “gritar” anos 80/90 😛 ).

Já nasceu, já nasceu!

Com a entrada num novo ano, é muito habitual ouvir-se a expressão “ano novo, vida nova”. É também com esta expressão que caracterizo a minha entrada no ano de 2015, não pelas “resoluções” que pretendo implementar neste novo ano, mas porque, bem no final de 2014, nasceu a minha sobrinha e por isso há agora uma vida nova na minha vida. 🙂

Com o Natal, o Ano Novo, as visitas à maternidade e uns dias de férias que aproveitei para organizar algumas coisas em casa, só agora me apercebi que ainda não publiquei o resultado final do restauro da cama de grades. Por isso, aqui está agora.

Ainda relacionado com esta nova adição à família, outra coisa que fiz durante os 9 meses, e que deu um resultado muito giro, foram as fotografias da barriga. A partir das 12 semanas fotografava a minha irmã de perfil, a medição da barriga (com uma fita), umas quantas poses dela e do meu cunhado e repetíamos semana sim, semana não. A ideia surgiu depois de ver no Pinterest ou no Facebook (já não me recordo) uma montagem com 9 fotografias, uma por cada mês, da barriga de uma futura mamã. Não sei se quando a partilhei com os (naquele tempo) futuros papás eles terão pensado “olha agora… já tinha pouca coisa que me dá trabalho e agora também tenho que brincar aos fotógrafos”, mas no final gostaram bastante (acho! :P) de ver a evolução da barriguita.

Agora há vontade de seguir o mesmo esquema, mas com a pequenina cá fora. Só falta descobrir se ela terá paciência para esta tia de máquina fotográfica sempre pronta 😛