Outono, abóboras e bolachas

Quando chega o Outono e, mais concretamente, do Dia de Ação de Graças (talvez mais conhecido por Thanksgiving) a página dos feeds da minha conta no Pinterest enche-se de tons de laranja, vermelho e castanho, artesanatos com folhas secas de árvores, perus, tartes e abóboras. Foi então que numa das minhas “buscas por inspiração” perto desta data, no ano passado, encontrei lá uma receita de bolachas de abóbora, aveia e pepitas de chocolate com um óptimo aspecto.

Como, por algum motivo, ainda não a tinha partilhado aqui, achei que podia ir buscar esta caseirísse ao “baú”, uma vez que nos encontramos em vésperas de Dia de Acção de Graças.

Em Dezembro/Janeiro, quando as abóboras chegaram lá a casa decidi então experimentar a tal receita. No que concerne o aspecto, devo dizer que as minhas ficaram aquém da imagem que acompanhava a receita, mas estavam bem saborosas.

E ainda consegui arrecadar um “da próxima vez que fizeres estas bolachas diz-me, que eu compro amendoins para misturares na massa e assim ficam a 100%” por parte do meu pai, o que até é um bom elogio, partindo do princípio que ficaram boas o suficiente para repetir.

E assim deixei duas notas mentais para a próxima vez que fizer estas bolachas:
– juntar amendoins;
– a textura e consistência são as ideais para quem gosta de bolachas e biscoitos mais moles. No meu caso, que prefiro mais rijos e crocantes, talvez terei de alterar o tempo de cozedura no forno ou as quantidades de ingredientes secos.

2 + 1/2 chávenas de farinha
1 + 1/2 chávenas de aveia
1 colher de chá de fermento
3/4 colher de chá de sal
1 + 3/4 colher de chá de canela
1/4 colher de chá de noz moscada
1/4 colher de chá de gengibre
1 chávena de manteiga
1 + 1/3 chávena de açúcar
1 Ovo
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 chávena de polpa de abóbora
1 chávena de pepitas de chocolate

Numa tigela juntar os ingredientes secos: o açúcar, a aveia, a farinha, o fermento, o sal, a canela, a noz moscada e o gengibre. Depois de bem mexido adicionar a manteiga, a polpa de abóbora previamente cozida, escorrida e já à temperatura ambiente, os ovos e o extracto de baunilha.

Por fim, adicionar as pepitas de chocolate, retirar pequenas porções da massa e dispor em “montinhos” num tabuleiro forrado com papel vegetal, colocando no forno (já aquecido a 275ºC) durante cerca de 15-20 minutos.

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It’s not quite breakfast, it’s not quite lunch. This week I had brunch

Hoje começo com uma pequena adenda à última publicação. Então, ainda sobre o meu avô, disse-me a minha tia que terá ele aprendido as artes do ofício com um senhor de nome Américo Pechincha. Já a minha mãe acrescentou que o meu avô fazia as tais miniaturas de garrafas e barris somente para a família, não as vendendo para fora, eram funcionais. Ou seja, inicialmente o meu avô enchias de aguardente que se mantinha mais ou menos no seu interior. Com o passar dos anos, e porque não levavam os mesmos tratamentos que as pipas e barris de tamanho “normal”, começaram a surgir as fugas do líquido no seu interior.

 

Agora que já “apanhei” algumas das pontas soltas que vinham da última publicação, partilho hoje o que andei a preparar na cozinha nos últimos dias.

No passado fim de semana tivemos a festa da terra, a Festa de Todos os Santos, que celebra/manifesta o agradecimento da população pelo facto de, em 1755, a aldeia ter sido poupada à destruição causada pelo terramoto (sendo que as populações vizinhas teriam sido afectadas). Faz parte da tradição que nesta data haja toda uma produção caseira de doces e bolos, contudo este ano o meu “tempo de cozinha” não foi para sobremesas.

Aproveitei o fim de semana, a folga e o feriado para passar tempo com a família, especialmente com a sobrinha, aproveitando os eventos associados à festa, e também com alguns amigos, sendo que ainda deu para dar um pulinho à capital e celebrar os aniversários da Ana, da Joana e da Mafalda com uma maravilhosa vista sobre Lisboa, no restaurante Bellalisa Elevador (onde enchi, literalmente a barriga com o maravilhoso maccheronni que lá servem).

As últimas semanas têm sido bastante atarefadas e o equilíbrio entre horas de sono, emprego e outras actividades não tem sido fácil de manter. Por isso, na segunda-feira, e aproveitando que estava de folga, decidi que deveria oferecer a mim mesma um pequeno mimo que aparentemente é uma coisa “super da moda” (ou pelo menos era há uns tempos): um brunch – obviamente caseiro.

Lá fora o tempo estava óptimo. O sol enchia-me a cozinha e como banda sonora tinha colocado o álbum Seasons Rising & Falling do David Fonseca e o Mylo Xyloto dos Coldplay.  E assim, depois de ter combatido a preguiça que me prendia à cama, comecei a preparar a minha refeição mais composta do que um mero pequeno almoço, mas ainda assim mais leve que um almoço.

Demorei um pouco na confecção pois foi tudo, literalmente sem stress, mas no final tinha a minha espera na mesa:
– Salsichas enroladas em massa folhada;
– Salada de tomate, queijo fresco, vinagre balsâmico e orégãos;
– Ovos mexidos com pimento vermelho, brócolos, espinafres e queijo ralado, acompanhados de torradas;
– Sumo e café.



Mas não me fiquei por aqui. Aproveitei que o forno já estava ligado e preparei, para os pequenos almoços dos próximos dias, muffins de legumes ou mini quiches sem massa folhada (como preferirem chamar). As quantidades foram um pouco a olho, pelo que vou tentar descrever o melhor possível:

6 ovos
1/4 pimento vermelho
1/4 pimento verde
1/2 tomate
3 rodelas de curgete da largura de um dedo
2 mãos (bem cheias) de espinafres
1 mão (mal cheia) de brócolos
150 g de queijo ralado
Sal qb

Numa tigela bati os ovos, juntei os legumes cortados em pequenos cubos, o queijo e temperei com sal.

Coloquei a mistura em formas de silicone e levei ao forno, a 175ºC, durante cerca de 30 minutos.


Por fim, e depois de arrefecerem, reservei-os numa caixa no frigorífico. Agora de manhã coloco os muffins a aquecer no micro-ondas, para depois acompanhá-los com café e torradas.