O “novo” cantinho dos trabalhos manuais

Está aberta a época oficial das limpezas grandes de verão! Há quem as faça quando o tempo começa a melhorar, na primavera, quando são guardadas as mantas, os casacões e as galochas e há quem as faça no verão por ter mais tempo disponível. Eu pertenço ao 2º grupo.

A estratégia que usei no ano passado não foi das melhores. Nas duas semanas, seguidas, que tive de férias fui para o Algarve na primeira, limpei a casa na segunda semana e regressei ao trabalho quase tão cansada como quando entrei de férias. Mas, se tivesse feito o contrário, primeiro as limpezas e depois as férias de descanso, iria regressar a casa e ver outra vez pó um pouco por todo o lado e em vez do aroma a óleo de cedro, que o meu cérebro já registou como “cheiro a limpo”, sentiria o “cheiro a fechado”.

Por isso, este ano segui a sugestão da minha mãe e optei por limpar duas ou três divisões por fim de semana, dependendo da complexidade das mesmas. Sei que quando terminar a última divisão a primeira já deve precisar de uma pequena limpeza novamente, mas assim talvez dê para aproveitar melhor depois a semana de férias que supostamente estaria reservada para as limpezas.

Mas, concretamente, o que faço eu numa limpeza grande de verão? Tudo e mais um par de botas (expressão que adoro!). Desde coisas que fazem parte da limpeza semanal às que apenas merecem ser feitas uma ou duas vezes por ano. Lavo as paredes, os tetos e os rodapés, limpo os candeeiros, lavo varandas, janelas, portadas, cortinados e tapetes, passo óleo de cedro nas madeiras, meto óleo nas dobradiças que fazem barulho, tiro tudo de todas as estantes, gavetas e armários para limpar e ver o que é para manter, para dar, ou para deitar fora (ou reciclar se for o caso) e ainda aproveito também para fazer pequenas reparações que ao longo do ano fui colocando na “lista de coisas para fazer com tempo”.
Assim, no fim de semana passado comecei por um quarto e o escritório. O quarto em questão foi fácil e relativamente rápido porque não tem quase nada, o escritório é que deu mais luta pois envolve mais tempo à volta da papelada.

Enquanto limpava este último espaço constatei que não o utilizo com muita frequência, pelo menos desde que o meu computador é portátil, sendo que o sinal de wifi não chega bem até lá. Sempre que preciso de trabalhar ao computador, sento-me na mesa da cozinha ou no quarto. Na sequência destes pensamentos, lembrei-me que o mesmo acontece com algum trabalho mais manual, como foi o caso das lembranças da Profissão de Fé, das fitas académicas ou do restauro do presépio. Normalmente vou para a mesa da cozinha, pois lá a luz natural e artificial é bastante boa.

Agora que pensava melhor no assunto, nunca tinha equacionado utilizar o escritório para estes trabalhos. Lá a luz também é bastante boa e não corro tantos riscos com possíveis derrames de café pela manhã. Portanto, aproveitei estas limpezas para o deixar já preparado para acolher os próximos trabalhos manuais da Carolina Caseirinha. Assim ao estilo de um pequeno atelier (epá! que isto assim até soa a uma coisa quase-profissional 😛 ).

E o primeiro trabalho caseiro neste espaço realizou-se hoje. Na “lista de coisas para fazer com tempo” estavam, há quase um ano, um colar e uma pulseira da minha irmã que rebentaram e que desde então aguardavam que eu os reparasse. Nada de muito complicado, foi só passar as contas do fio partido para um novo, mas não deixa de ser o trabalho de “inauguração”.

Ainda sobre as limpezas grandes, as pequenas reparações e a “lista de coisas para fazer com tempo”, aproveitei para envernizar algumas falhas no verniz da escada do escritório que dá acesso ao sótão, resultantes da mudança da máquina da costura (que está pegada à respectiva mesa – um verdadeiro pesadelo em termos de peso) que estava no sótão para a casa da minha mãe. Para além da máquina da costura, também contribuiu para o estrago alguma mobília que lá estava guardada e que, de forma provisória (pensando bem, já lá vai um ano ou dois), aproveitei para “rechear” algumas divisões da casa para ser mais prático e não ter de comprar tudo de uma só vez (por isso não se admirem se a mobília do escritório, agora atelier, “gritar” anos 80/90 😛 ).

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