Sumos vermelhos para dar cor ao sangue

Beterraba: aquele vegetal que por mais voltas que lhe dê parece-me que irá sempre saber a terra molhada, mofo ou bafio. Mas dizem que “faz bem ao sangue” e por isso tive que arranjar uma forma de a conseguir ingerir.

Tal como nos anos anteriores, no início de Dezembro fui à colheita de sangue que acontece sempre na minha aldeia no dia 8, mas desta vez não pude contribuir. A razão: hemoglobina inferior ao valor mínimo para efetuar a dádiva. Não muito inferior, mas ainda assim o suficiente para não poder dar sangue.

Ora, eu sempre ouvi dizer que a beterraba é muito benéfica para o sangue, sendo rica em ferro, e quando é ingerida em simultâneo com uma fonte de vitamina C, a absorção do ferro é mais eficaz. Por isso, enquanto esperava pelo resultado das análises (de rotina) ao sangue que faço todos os anos, decidi que poderia experimentar um sumo de beterraba, pois talvez fosse mais fácil assim do que “come-la à dentada”.

1 cenoura
1/2 beterraba
1/2 maçã verde
sumo de limão q.b.

Descasquei a cenoura, a beterraba e a maçã e coloquei na máquina que separa a polpa do sumo (não sei se têm algum nome específico) e, no fim, juntei umas gotas de sumo de limão.

E pronto. Foi só isto. O limão ajuda a cortar o sabor intenso da beterraba e nem foi necessário adicionar açúcar porque a cenoura já é meio doce.

Num outra dia experimentei colocar os ingredientes no liquidificador para não desperdiçar a polpa, mas não gostei do resultado final. A textura era muito espessa, sabia muito mais a beterraba e como custava mais “a descer” acabei por adicionar um pouco de açúcar. Dessa vez, como tinha utilizado a mesma quantidade de fruta e vegetais, acabei por ficar com um maior volume final e por isso fiz gelados para aproveitar as sobras.


Entretanto recebi o resultado das análises e não tinha falta de ferro. Ainda assim bebi mais meia dúzia de vezes o sumo que afinal até nem sabia mal.

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Ainda sobre o Natal…

Segundo a Igreja Católica Romana, o tempo do Natal dura até ao dia em que se celebra o baptismo de Jesus, e por hoje ser esse mesmo dia, achei que não podia atrasar mais a derradeira publicação sobre o meu Natal.

Nos últimos dias do ano meti férias e por isso consegui fazer (ou terminar), completamente sem stress, as prendas caseiras deste ano e preparar algumas entradas e sobremesas para as refeições do dia 24 e 25. A tradição nestes dois dias é sobretudo cozinhar durante a manhã e a tarde de dia 24 ao som das mais variadas músicas de Natal, jantar com os tios do lado da mãe, festejar o aniversário da prima do lado do pai, ir à missa do galo, regressar à casa dos tios do lado da mãe para beber chá e comer uma fatia de bolo para depois ir dormir, porque na nossa tradição o Pai Natal só passa na nossa casa quando estamos a dormir. No dia 25, depois de abrirmos as prendas, o meu pequeno almoço é sempre uma caneca de leite acompanhada de filhóses (sim, eu sou daquele grupo de pessoas que diz filhóses 😛 ) de abóbora embebidas em calda de açúcar.

Quanto às prendas caseiras, a primeira foi para o bebé Lourenço, que ainda está na barriga da mãe. Uma fralda e uma fita para a chucha, feitas com uma grande ajuda da mãe Zita para sair o mais perfeito possível (as minhas capacidades na máquina da costura ainda são muito de principiante).

Um pouco menos caseiras foras as garrafas de vinho que ofereci, que de caseiras apenas tinham as etiquetas.

Por fim, no top das prendas caseiras ficaram os frascos de cocós de rena. Sim! Leram bem. Cocós de rena apanhados pela Carolina Caseirinha no Pólo Norte. Vá, pronto, são só bolinhas feitas com bolachas tipo Oreo e chocolate, mas nem por isso deixaram de ser um sucesso.

Ingredientes:
250 g de bolachas tipo Oreo
110g de queijo creme para barrar
100g de chocolate de culinária
1 colher de café de manteiga

Triturei as bolachas no 1, 2, 3, coloquei numa tigela e amassei com o queijo creme. Com esta mistura, formei pequenas bolas, colocando uma a uma num tabuleiro forrado com papel vegetal.

Por fim derreti o chocolate com a manteiga no microondas, a 50% da potência, mexendo sempre de 20 em 20 segundos, e cobri todas as bolas de chocolate, levando-as ao frigorifico para solidificar.

Entretanto já passa da meia noite e tecnicamente já é segunda-feira, o que significa que já não estamos no tempo de Natal, mas já que o natal é quando o Homem quiser, aqui deixo sem mais demoras as caseirísses do meu 😉