Tradições de Natal

Nos dias que antecedem o Natal existem certas actividades e eventos que tenho todos os anos e que, por isso mesmo, já os considero como fazendo parte das minhas tradições de Natal. Um deles é a Festa de Natal da Catequese.

Em tempos andei na catequese e agora (há já 10 anos!) sou catequista. Todos os anos, desde que me lembro, os vários anos/grupos de catequese juntam-se antes do Natal e organizam uma festa com actuações das crianças e jovens para os familiares e para toda a comunidade. Nos últimos 3 ou 4 anos os grupos dos mais crescidos orientam, durante a festa, um pequeno bar com águas, cafés, chás, pequenos petiscos… No início eram bolos à fatia, depois começaram a ter mais saída os cachorros e os pães com chouriço e no ano passado foram os pastéis de nata quentes.

Este ano uma das novidades foram as waffles. Simples, com açúcar e canela, com chantilly ou com chocolate. Como tinha uma máquina para as fazer pediram-me que fizesse cerca de 50 waffles na manhã antes da festa. Assim, nessa tarde, os pedidos seriam aviados muito mais rapidamente, sendo apenas necessário aquecer ligeiramente as waffles e colocar o topping pretendido.

O desafio começou logo com a lista de compras. Sim, já tinha feito meia dúzia de waffles em casa, sem receita certa e com quantidades “a olho”, mas quantos ovos serão necessários para 50 waffles? E farinha, serão 2 kg muito? É certo que no fim sobraram alguns ingredientes, mas fui anotando as quantidades que utilizei para, da próxima vez, já ter uma ideia mais concreta das quantidades necessárias.

E não cheguei às 50, fiquei-me por 36 waffles, pois entretanto acabaram-se os ovos (o que até foi positivo, uma vez que no final da festa sobraram apenas 3 waffles). Assim, para as 36 waffles utilizei:

12 ovos
480 g açúcar
40g manteiga
1,2 l leite
1kg de farinha

Em duas tigelas coloquei as claras e as gemas separadas, para bater as claras em castelo. Às gemas adicionei o açúcar e bati até ficar cremoso. Aos poucos fui adicionando o leite e a farinha, intercalados (um pouco de farinha, um pouco de leite, e assim sucessivamente), e por fim juntei a manteiga e as claras em castelo.

Depois de aquecer a máquina, preenchi as placas/formas com a massa (um pouco menos de uma concha de servir por cada waffle – depende do tamanho das placas, mas não convém encher em demasia para não transbordar), e deixei cozinhar cerca de 3 a 4 minutos.

Tive de fazer duas “fornadas”, porque na maior taça que tinha não cabia a massa toda de uma só vez.

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Na cozinha com o Jamie a 6 dias do Natal

Chegou a época mais caseira do ano (pelo menos, para mim é a época mais caseira de todas), e enquanto a contagem decrescente para o Natal se desenrola vão chovendo as festas, os convívio, os almoços e os jantares que têm como tema comum esta quadra. Em restaurantes ou “cada um leva um petisco”, vale tudo, porque o importante mesmo é passar desfrutar aquelas horas com estas pessoas que valem cada instante do nosso tempo, independentemente de as conhecermos à mais ou menos anos.

Na sexta-feira o jantar de Natal foi do tipo “cada um leva um petisco” e coube-me levar uma sobremesa. Aproveitei então a oportunidade para experimentar uma receita de um livro que me ofereceram há uns anos. O livro em questão é o Na Cozinha com Jamie Oliver e a receita a da Tarte de Chocolate no Forno, da página 218.

Tarte de Chocolate no Forno (com algumas adaptações minhas)

1 base de tarte de massa quebrada (já pronta a usar)
4 ovos
200g de açúcar
175g de chocolate em pó
140g de manteiga
1 pitada de sal
3 colheres de sopa de natas

Coloquei a massa quebrada na tarteira e levei-a ao forno. Enquanto esta cozinhava no forno, bati os ovos com o açúcar, misturando depois o chocolate em pó, o sal e a manteiga. Por fim adicionei as natas e coloquei tudo na tarteira, deixando no forno, a 150 ºC, durante 40 a 45 minutos.

Ao retirar do forno é de esperar que a tarte tenha formado uma crosta à superfície e que o recheio encolha um pouco.

Já deixei dois apontamentos no livro acerca das coisas que achei que não correram tão bem, para que da próxima vez saia tudo na perfeição:
– usar a forma de tarde com diâmetro menor, para que o interior de chocolate tenha uma espessura mais alta;
– deixar a tarde no forno no máximo 45 minutos, como a receita indica, pois deixei-a um pouco mais (por não ter a certeza se já se encontrava cozinhada) e depois acabou por coser demais, não ficando o interior cremoso como deveria.