Serão da tarde: Anatomia de Grey da jardinagem

Sabem como é a sensação de riscar um item de uma lista de tarefas? Pois bem, ontem dei por concluída mais uma tarefa da minha lista infindável de “coisas a fazer com tempo”. Sim, esta lista existe mesmo, com as várias tarefas pontuais ou que não necessitam de serem realizadas de imediato, mas que algures no tempo convém que sejam feitas. Desta vez foram as orquídeas.

Aproveitei o final da tarde de ontem para arranjar/ajeitar o vaso de uma das minhas duas orquídeas. No final do Verão a minha mãe deu-me uma orquídea azul que, há umas semanas, mudei do vaso de plástico onde vinha (só com as raízes e sem terra) para um vaso maior e com terra própria para estas. A outra orquídea, uma amarela e enorme que tenho há cerca de 7 anos (e que era bem pequenina quando cá chegou), também estava a precisar de terra mas, como não tive tempo para mais, acabei por adicionar esta tarefa à dita lista.

Então ontem, sem grande dificuldade, tirei a planta do vaso, juntamente com as canas que a mantêm direita, deitei fora alguma terra com raízes soltas e podres e voltei a coloca-la no vaso, acomodando-a com a terra nova.

Já que estava com “a mão na massa” segui o conselho da Raquel e do Marco, que passaram por mim nesse momento, retirei os dois rebentos (será que também se chamam rebentos?) que cresceram num dos caules e coloquei-os em dois vasos separados. Um verdadeiro transplante ao estilo Anatomia de Grey, como lhe chamou o meu cunhado.

Esta orquídea já passou por “tudo e mais um par de botas”. Já morreu e ressuscitou, já tombou do parapeito de uma janela (devido ao peso das flores penduradas) e recuperou e agora, se tudo correr bem, terá descendência. Espero daqui por uns tempos trazer boas notícias. E de preferência a duplicar, já que um dos pés/rebentos está com um ar mais “murchinho”.

A única coisa que podia ter escolhido melhor foi o momento do dia para fazer esta tarefa, pois acabei com duas picadelas de mosquito (uma delas bem grande!).

Massa gratinadas em Verão de S. Martinho

Mais um ano, mais um dia de S. Martinho e, em pleno Outono e depois de alguns dias carregados de chuva, lá apareceram os tão esperados raios de sol do popular Verão de S. Martinho. A meados da passada semana as previsões meteorológicas já prometiam que o Verão de S. Martinho chegaria logo no Sábado, trazendo um fim de semana bem quente e digno de sair à rua.

As castanhas só entraram lá em casa esta Terça-feira, e por isso no Domingo não consegui cozinhar uma receita com este ingrediente tão típico do dia de S. Martinho. Então aproveitei para fazer um almoço rápido, fácil e que não sujasse muita loiça, para desfrutar e aproveitar melhor esse dia de “Verão”, e que ao mesmo tempo fosse tão reconfortante como terá sido a capa que o S. Martinho, segundo a lenda, deu ao mendigo.

Eu sou uma verdadeira apaixonada por massas e, por esta razão, a maioria dos pratos de massa proporcionam-me uma sensação de grande conforto. Frias, quentes, tricolores ou de uma só cor, secas ou frescas, torcidas ou esticadas, qualquer uma satisfaz o meu paladar. Como já não me recordava da última vez que fiz massa gratinadas, aproveitei para utilizar o Culinarium da Vaqueiro e adaptei a receita de Macarrão Gratinado.

Massas gratinadas com salsichas (a receita de Macarrão Gratinado, já com a minha adaptação)

150 g de massas lacinhos tricolores
1 fio de azeite
sal
10g de margarina
1 dl de leite
1 colher de farinha
Nos moscada e pimenta qb
100 ml de natas
1 lata de 8 salsichas
queijo ralado qb
pão ralado qb
oregãos qb

Num tacho cozi as massas em água, com um fio de azeite e sal. Depois de cozidas, escorri a água e coloquei as massas num tabuleiro de vidro próprio para ir ao forno.
Aproveitando o mesmo tacho, derreti a margarina no leite, juntando a farinha e mexendo sempre até levantar fervura e engrossar um pouco. Em seguida juntei as natas, as salsichas, temperei com um pouco de sal, noz moscada e pimenta.
Por fim, verti o conteúdo do tacho sobre as massas, mexi um pouco para as envolver no molho, polvilhei a camada de cima com o queijo, o pão ralado e os oregãos e coloquei no forno durante 15-20 minutos (o tempo suficiente para que gratinasse).


Um pormenor que gosto bastante no Culinarium da Vaqueiro são os pequenos textos nas laterais das páginas com pequenas explicações culinárias ou curiosidades relacionadas com a receita dessa mesma página. Assim, enquanto as massas gratinavam no forno aproveitei para ler o pequeno texto que explicava o termo “gratinar”.