Feliz 1º Aniversário!

Um ano! A Carolina Caseirinha faz hoje um ano. Confetis no ar e línguas da sogra (penso que era assim que se chamavam) a tocar de forma imaginária. Sim, de forma imaginária porque estes últimos dias têm sido uma corrida constante e não consegui comprar efectivamente confetis ou línguas da sogra. Mas não podia passar esta data sem comemoração alguma e por isso, enquanto estava na sala de espera do Hospor, rabisquei um post-it o que seria a parte caseira da “festa”, já que o pastel de nata foi comprado (por coincidência pela minha mãe) num supermercado.

Um ano de Carolina Caseirinha… nossa, como o tempo passa depressa! E queiramos que no próximo ano a festa seja mais “de arromba” do que esta 😛

Entretanto, e aproveitando ainda que o dia não acabou, desejo um Feliz dia da Carolina a todas as Carolinas ao som de uma música de Seu Jorge, que enche a alma (e o ego) a qualquer Carolina 😉

Um falhanço de crescer água na boca

Nem todas as experiências têm um final feliz na minha cozinha. Esta parecia tão apetecível no prato, mas depois da primeira dentada…

No dia 1 de Maio aproveitei o feriado para fazer uma receita cujo resultado final, em tempos, aparecia com muita frequência nos meus feeds de notícias no Facebook: uma estrela de Nutella. Andei à procura de uma receita no Pinterest e acabei por usar uma que supostamente seria de massa de brioche (esta), com os seguintes ingredientes:

500 gr de farinha
2 ovos
60 gr de açúcar
180 ml de leite (usei só 100 ml)
7 gr de fermento de padeiro
pitada de sal
raspa da casca de uma laranja

Juntei todos os ingredientes, seguindo todos os passos. Só não fui totalmente fiel à receita original na quantidade de leite. Supostamente teria de usar 180 ml mas depois de adicionar os primeiros 100 ml aos ingredientes e amassar, achei que se juntasse o restante iria ficar com a massa demasiado húmida para depois conseguir esticá-la. E por isso fiquei-me pelos 100 ml.

Deixei a massa levedar uma hora e depois estiquei duas porções da massa, cortando com uma faca (e usando um prato redondo como referência) 2 circunferências iguais. Barrei uma delas com o creme de avelãs, que ainda tinha do dia dos croissants, coloquei a outra circunferência por cima e comecei a fazer golpes (relativamente) simétricos em redor da massa, sem chegar ao centro.

Em cada “triângulo” recortado torci duas ou três vezes, um triângulo para esquerda, o seguinte para a direita e assim sucessivamente. Depois disso coloquei no forno durante uns 20 a 30 minutos.

Com os dois pedaços de massa excedente, de onde tinha retirado as circunferências, juntei ambas, estiquei em forma rectangular (ou o mais parecido a isso), barrei com o creme de avelãs e, pegando num dos lados, comecei a enrolar como se fosse uma torta. Por fim cortei a massa enrolada ao meio em quase todo o seu comprimento, torci cada pedaço cortado e tentei fazer uma trança/rosca (confuso, não? :P) para colocar também no forno.

Não sei bem qual terá sido o meu erro fatal para o falhanço: não ter colocado a quantidade de leite devida ou talvez a receita já estivesse condenada de início. E digo falhanço porque a massa ficou (digamos…) seca ao ponto de embaçar, principalmente quem se arriscasse a dar uma dentada de encher a boca. Quanto ao aspecto, a estrela agradava tanto à vista que até dava orgulho, já a trança desmaiou um pouquinho enquanto esteve no forno e ,portanto, não parecia tão apelativa quanto esperava.