Uma aventura com avelãs

Já alguma vez tiraram a pela das avelãs? Eu não… Até ontem.

Esta semana comprei um pacote de avelãs no supermercado para petiscar, mas havia ali qualquer coisa que não estava a 100% e pensei “no Sábado, que tenho mais tempo, tiro a pele das avelãs e levo ao forno para ficarem torradas”. Nunca tinha tirado a pele das avelãs, mas se nas amêndoas é só deixar uns minutos em água muito quente e a pele sai com grande facilidade, achei que nas avelãs a lógica seria a mesma. Enganei-me.

Meti metade das avelã dentro de uma tigela com água a ferver e uns minutos depois tirei uma, apertei com os dedos, tal como faço com as amêndoas, e na pele não se mexeu. Estava meio mole mas não saia. Então comecei a esfregar com mais força e lá começaram a saltar uns bocadinhos. Passados 15 minutos fui buscar uma faca, pois se continuasse a usar o mesmo método ia acabar com as unhas e as pontas dos dedos gastas.

Faltava só tirar a pele a uma dúzia de avelãs (da metade do pacote que coloquei na tigela) e já tinham passado 40 minutos. “Caramba, já não tiro mais peles. Vai com pele para o forno e pronto!”, pensei eu. Aparentemente, assim é mais difícil tirar a pele das avelãs do que das amêndoas.

Coloquei as avelãs sem casca, a dúzia que estava ainda de molho na tigela e a metade do pacote (que nunca chegou a mergulhar na água a ferver) num tabuleiro e levei durante uns minutos ao forno. Quando retirei do forno a pele das avelãs tinha largado e ao esfregar saltava com uma facilidade muito semelhante à da pele das castanhas assadas nas brasas. E assim, em 10 minutos as peles estavam todas separadas das avelãs. Ou quase todas. Algumas ficaram ainda agarradas mas este método provou ser muito mais eficaz que o primeiro.

Ena pá, que já não escrevo há muito…

Desde o dia em que a sobrinha fez dois meses e que saíram do forno as pizzas caseiras, já passaram uns bons dias, e nesse espaço temporal houve um pequeno desentendimento com as minhas tecnologias e redes sociais (parece que decidiram fazer greve e deixaram de funcionar como seria suposto), o Dia da Mulher, o dia em que fui ao yoga, o Dia do Pai e o dia de boas vindas à Primavera.

Por ordem. No Domingo dia 8 Março, celebrou-se um pouco por todo o mundo o Dia da Mulher. Houve referências nas redes sociais, nos telejornais e por onde passei as ruas estavam “apinhadas” de gente, talvez não só pela comemoração do dia, mas porque homens, mulheres e crianças foram brindadas com um rico dia de sol e temperaturas agradáveis.

Também eu saí à rua e desfrutei o maravilhoso dia solarengo acompanhada de algumas amigas. Não foi fácil arranjar mesa para 5, sobretudo numa explanada, mas lá conseguimos e acabei por almoçar uma bela travessa de choco frito, acompanhado com arroz de tomate. Eu sei, não fui eu que o confeccionei e por isso não é da Carolina Caseirinha, mas não resisto em partilhar porque estava simplesmente delicioso e há muito que não comia um choco frito (que não o da minha mãe) tão bom.

Depois do almoço, seguimos para a Casa da Baía de Setúbal, logo “ali ao lado”. Íamos para o lançamento dos Pastéis de Ginja da Confeitaria S. Julião, mas já não apanhámos o discurso inicial, por isso acabamos por provar os pastéis, degustar o licor Conheço-te de Ginjeira da Lima Fortuna (com o qual são feitos os pastéis) e desfrutar da maravilhosa temperatura que se fazia sentir no pátio da Casa da Baía.

*fotografia da Lima Fortuna

Exactamente uma semana depois, aceitei um desafio já há muito lançado pela Sofia: experimentar uma aula de yoga no Yoga Bliss. Nessa manhã, também solarenga, levantei-me preparei um prato de aveia simples (aveia cozida em leite, misturando um pouquinho de açúcar no final), bebi um café e lá fomos esticar o esqueleto, juntamente com a Joana.

Gostei. Aliás, correu melhor do que imaginava na minha cabeça. Não fui tão pouco flexível, descoordenada e pouco equilibrada como esperava e, no final, depois do estica-respira-descontrai todo senti-me relaxada. Com tanto sentimento de bem estar e sem stress, apeteceu-me um petisco fresco e saudável para essa tarde e assim aproveitei para fazer algo que há muito andava na minha lista de “a experimentar”: rodelas de tomate e queijo fresco, com vinagre balsâmico, pimenta e orégãos.

Bem… Claramente que não sou a melhor “arquitecta alimentar” e no espaço de um minuto a minha “torre” de queijo e tomate passou de direita, a uma espécie de super inclinada torre de Pisa e logo a seguir passou a uma simples ruína de pós-terramoto. Mas devo dizer que soube muito bem e incrivelmente guloso  (mesmo tratando-se de um petisco saudável).

E veio o Dia do Pai. Houve prendinha e jantar em família, mas nada muito caseiro da minha parte, essencialmente porque foi a meio da semana e à hora que cheguei do trabalho não deu tempo para fazer muito mais que sentar logo à mesa para jantar.

E entrámos na Primavera. Foi com o convívio primaveril na Box 1RM, do qual fez parte não só o exercício físico como a “paparoca”, que saudei esta estação. Em Dezembro, quando houve um outro evento lá na box, arrisquei adaptar a receita das curgetes recheadas para folhados e a coisa correu bem (quase que nem iam chegando à mesa, porque por onde o prato passava iam desaparecendo folhados, um a um). Por isso, às 2:30h da manhã (ou será mais correcto dizer da madrugada?) de Sábado lá estava eu de roda do fogão, a preparar o recheio que iria colocar na massa folhada quando acordasse às 8:00h para os meter no forno (isto porque da última vez calculei mal o timing das coisas e assim sabia que os teria prontos quanto saísse de casa).

Como contei de início, as minhas tecnologias parecem não querer colaborar comigo e, como tal, acabei por não fotografar nem o durante, nem o depois, mas fica já prometido que, da próxima vez que os folhados de farinheira saírem do forno, partilho a receita.

Entretanto ficou um aroma fantástico por toda a casa durante o resto dia 🙂

2 meses e uma lembrança dos dias quentes de Verão

No passado fim de semana houve movimento na cozinha. No Sábado a minha sobrinha fez 2 meses e para celebrarmos fiz um pudim trapalhão, uma espécie de bolo pudim super rápido e fácil. A receita é daquelas que não tem nada que enganar e o “processo” é óptimo para quem tem bebés a dormir no momento da confecção, pois a batedeira é facilmente substituída por um batedor de varas (que foi exactamente o que me aconteceu).

6 ovos
6 dl de leite
300 g de açúcar
80 g de manteiga derretida
200 g de farinha

Numa tigela fui adicionando os ingredientes e mexendo sempre entre cada adição. Levei ao forno numa forma “do buraco”, previamente untada e polvilhada com farinha.

Depois no Domingo, e para compensar a minha ausência na cozinha ultimamente, voltei à carga “voluntariando-me” para fazer o jantar.

Os jantares de domingo têm, por cá, uma filosofia: devem ser uma refeição que dê para esse mesmo dia e o almoço do dia seguinte. Ou seja, ao domingo a minha mãe faz um jantar mais trabalhoso, uma vez que tem mais tempo para o confeccionar do que durante a semana, e faz em quantidade suficiente para não ter de se preocupar logo em seguida com o que fazer para o almoço de segunda-feira.

Como estes jantares de Domingo costumam ser sempre assados no forno (lombo assado, peru assado, frango com limão no forno…) quis fazer algo que saísse desta rotina e lembrei-me das pizzas caseiras que fiz no verão. Desde então nunca mais as voltei a fazer e tinham corrido tão bem! E também são feitas no forno, o que significa que consigo fugir aos habituais jantares de Domingo mantendo ainda algo que já é típico dos jantares de Domingo.

Além disso, deu para ir lanchar ao Alegro de Setúbal com a mãe, a mana e a sobrinha, pois programei a “máquina do pão” para amassar durante a nossa ausência e, tal como nos outros jantares de Domingo, no dia seguinte ainda levei pizza para o almoço.

Para a massa e molho de tomate usei a receita da última vez e por cima coloquei:

– bacon, rodelas de cebola, milho, azeitonas, queijo ralado e orégãos;

– atum, cebola, milho, azeitonas, queijo ralado e orégãos.