Quero dar-te este Natal…

Quero dar-te este Natal,
Uma prenda original.
Que seja para ti, como é para mim,
O que há de melhor:
Muita Paz e Amor!

Durante dias que antecederam o Natal andei a cantarolar esta e outras canções da época festiva que se aproximava enquanto trabalhava nas prendas mais caseiras. Umas só terminei no dia 24, outras já estavam embrulhadas à mais tempo, mas para não acabar com o factor surpresa para quem as iria receber (algumas eram muito óbvias!) não mostrei nenhuma fotografia do que andava eu a preparar.

No ano passado ofereci à Sofia e ao Tiago umas bolachas (caseiras) de aveia e laranja e de aveia e côco e, em tom de brincadeira, rotulei-as de bolachas da Carolina Caseirinha. Lembro-me que, nesse dia 25, ainda rimos um pouco à conta disso. Por isso, este ano, achei que as prendas caseiras mereciam também elas uma etiqueta/rótulo. Tenho pena de não ter fotografado o resultado final nessa altura (mal sabia eu que viria ser a proprietária deste cantinho), assim hoje poderia publicar a fotografia dos primeiros produtos “Carolina Caseirinha”.

Este ano, e desde que entrámos no mês de Dezembro, fiz etiquetas, andei nas costuras e ainda experimentei, no início do mês, fazer amêndoas caramelizadas, que há muito tempo que andava para testar esta gulosice. O resultado final das amêndoas foi tão positivo que também as incluí nos presentes deste ano. Para além das amêndoas saiu ainda das mãos da Carolina Caseirinha bolachinhas “caracóis de Inverno”, extrato de baunilha, uma fraldinha e fitas para chucha, tudo artesanal (a fralda necessitou de uma ajuda mais experiente na máquina da costura – da minha mãe).

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Um Santo Natal, meu amigo blogger secreto!

A Raquel do Amor Às Camadas convidou-me a participar no desafio Amigo Blogger Secreto, que o Da Nossa Cozinha lançou, e eu aceitei.  No dia 7, houve o sorteio e fiquei a conhecer o blog Partilhando Sabores e Receitas, ao qual teria de dedicar uma receita hoje.

Como não conhecia o meu amigo blogger secreto, fui investigar um pouco e fiquei deliciada com as receitas e fotografias que as acompanham. De fazer crescer água na boca, como se costuma dizer.

“A descoberta de novos sabores e as receitas tradicionais (que foram transmitidas pela minha mãe, uma cozinheira de mão cheia), foram o mote para a criação do blog Partilhando Sabores e Receitas”. Ao ler esta introdução do blog percebi de imediato que a receita que iria fazer teria de estar relacionada com a cozinha portuguesa, mas não queria algo demasiado óbvio como um cozido à portuguesa ou migas.

Andei então à procura de ideias pelos meus livros e enquanto desfolhava o “Cozinha para Dias Felizes” a página 151 despertou a minha atenção: Courgette recheada com farinheira. Já contei aqui que desenvolvi, recentemente, uma paixão por courgette e sendo os enchidos um produto tipicamente português (tenho quase a certeza que o Zé Povinho acompanharia os seus copos de tinto com uma bela fatia de pão com presunto, ou chouriço 😛 ), tinha acabado de encontrar a receita que me pareceu ideal para dedicar ao meu amigo blogger secreto.

Foi então no sábado passado que fiz para o jantar sopa de cebola e as courgettes recheadas. Eu não sou muito fã de enchidos, mas tenho a dizer que estava deliciosamente guloso este jantar.

Sopa de cebola
(talvez não seja tipicamente portuguesa, mas em tempos de crise – pela qual já somos tão conhecidos – esta sai bem em conta)

3 Batatas
3 Cebola
Azeite qb
Água e sal

Numa panela com água, coloquei as batatas e as cebolas descascadas e cortadas em cubos. Quando as batatas ficaram cozidas, juntei um pouco de azeite triturei com a varinha mágica até ficar em creme.

Courgettes recheadas com farinheira
(na receita original as quantidades servem 4 pessoas, mas como desta vez estava a fazer jantar para duas utilizei as quantidades em baixo)

1 courgette
1 cebola (deveriam ser chalotas)
1 tomate
0,5 dl de azeite
1 farinheira
1 ovo
salsa picada
sal e pimenta
1 colher de sopa de pão ralado
1 colheres de sopa de queijo ralado

Cortei as courgettes ao meio e com uma colher retirei o interior das mesmas. Numa frigideira refoguei a cebola com o azeite e juntei depois o “miolo” da courgette picado. Alguns minutos depois adicionei o tomate, sem pele, a farinheira sem pele e cortada em rodelas, a salsa e temperei com sal e pimenta. Por fim, juntei o ovo batido e quanto este ficou cozinhado retirei o preparado do lume.

Numa tigela a parte, misturei o pão ralado e o queijo. Coloquei as courgettes cortadas num tabuleiro, preenchias com o recheio, cobri com a mistura do pão com o queijo e coloquei no forno durante cerca de 30 minutos.

Chegou o Advento!

Já há uns dias que entramos no Advento (há duas semanas, mais precisamente) e com ele começa todo um tempo de preparação para o Natal que, entre outras coisas, para mim envolve muitas tradições e actividades caseiras. Uma destas tradições é de decorar a árvore de Natal, montar os presépios (o meu e o da minha mãe) e decorar a casa no dia 1 de Dezembro, aproveitando assim o feriado.

Sucede que este ano dia 1 não foi feriado (nos últimos dois anos também não, mas como calhou no fim de semana não houve grande constrangimento) e por isso a decoração da árvore teve de ser feita em dois dias da semana e os presépios e demais decorações (coroa da porta, centro de mesa, a bonecada que se espalha pela casa…) tiveram de ser feitas este fim de semana.



Ora, o presépio. O meu presépio é daqueles com muitas figuras pequeninas, algumas delas bem velhinhas, e que parece retratar a natividade mais na minha aldeia do que propriamente em Belém: os montes verdes de musgo, os pastores e as ovelhas, o castelo e os moinhos. Ainda hoje me lembro de como, em criança, gostava de brincar com as figuras presépio e que desde então ficou o gostinho por montar todos os anos esta pequena aldeia.

Há dois anos, peguei nas peças todas e decidi dar-lhes uma cara lavada e, às que faltavam membros (resultado de muitos anos e, certamente, das brincadeiras em criança), umas “próteses”. Como tinha ainda um menino Jesus (sem braços), um burro (sem uma orelha), um boi, uma Maria e um José que nunca utilizávamos por estarem em piores condições, restaurei-os também para fazer um presépio mais pequeno para os meus pais.

Tenho a noção que não ficaram perfeitas mas ao menos o anjo já tem asas e as ovelhas já têm todas orelhas, enquanto que o menino Jesus (da casa dos meus pais) parece que tem algo fechado nas mãos que não quer mostrar a ninguém. 😛