Este ano há uma cama no sapatinho

A cama para a sobrinha está finalmente pronta! (*confetis no ar*) Hurray! 😀
No dia 3 deste mês terminei as pinturas e no dia seguinte foi só retirar a fita-cola à volta das rodas e polir os últimos ferros.

Demorou um pouco mais de tempo do que o previsto inicialmente, porque:
– deu mais trabalho do que esperava;
– na noite em que pintei a segunda demão nas primeiras duas peças choveu-lhes em cima (o telhado da casinha onde estava a fazer os trabalhos já é velhinho e mete, literalmente, água) e por isso no dia seguinte tive que lidar com a frustração e carregar tudo para a minha sala e cozinha. Nesta altura, não só reinava o caos nestas divisões como parecia decorrer uma espécie de bailado entre elas. Todas as manhãs, com as torradas e a chávena de café na mão,  tinha de fintar os dois pares de cavaletes com as peças pintadas na noite anterior no centro da cozinha, enquanto de noite trocava as peças pintadas e secas na cozinha pelas que aguardavam a pintura na sala, e lá começava o processo cuidadoso de pintura, de forma a evitar encostar-me numa zona recém pintada.

Ainda nesta secção dos imprevistos está a substituição das rodas originais, que acabou por não acontecer, pois quando retirei a primeira vi não daria para adaptar as novas como pensava.

Bem, o que importa mesmo é que já tenho a prenda de Natal para a mana e cunhado pronta a colocar “de baixo” da árvore de Natal, isto se a sobrinha não nos brindar com uma chegada antes do previsto. Também por este motivo não poderei colocar (para já) o resultado final. Assim, na manhã de Natal ainda haverá um pequeno factor surpresa, pois, apesar de terem acompanhado todo o processo, os quase-papás ainda não viram o resultado final.

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Como aproveitar claras: duas tentativas falhadas e um lanche reconfortante

Não é muito frequente fazer receitas em que sobrem as claras dos ovos, mas de vez em quando acontece, como aconteceu quando fiz o tiramisú. Como eram só 3, e não iria fazer mais outra sobremesa nesse dia, coloquei-as numa caixa e guardei no congelador. No Sábado passado como tinha mais claras, que também tinham sobrado à minha irmã, planeei fazer suspiros e farófias. Correcção: com uma parte das claras planeei fazer suspiros e a outra parte daria a minha mãe para fazer farófias (já que as minhas ficam sempre mirradas).

Ora, os meus suspiros nunca ficam a 100%: a camada exterior fica idêntica ao suspiro convencional mas por dentro fica sempre tipo pastilha. Lá em casa até gostam assim, mas a intenção é sempre que saiam suspiros “como deve ser”.

Um dia, em conversa, a prima Raquel (cujos suspiros são muito gabados e têm sempre óptimo aspecto) disse-me que necessitava de baixar mais a temperatura do forno de forma a cozerem lentamente para não ficarem pastilha. Então no Sábado pensei “vai ser desta!”.

Bati as claras em castelo, juntei limão, um pouquinho de amêndoa torrada picada e antes de adicionar o açúcar pensei que podia fazer uma experiência substituindo o açúcar por mel. Mas, não fosse a experiência correr mal, fiz esta substituição numa tigela a parte e com apenas uma parte do preparado. Coloquei ambas as misturas (a do mel e a do açúcar) nas respectivas forminhas de papel e, com um óptimo aspecto e super confiante, coloquei no forno a 50ºC.

E passaram 2 horas. Já tinham “ar” de suspiros mas ainda estavam a crescer, excepto os de mel que pareciam estar a encolher. Como tinha que sair de casa uma hora depois, elevei a temperatura do forno para os 100ºC.

Entretanto achei que as claras que, supostamente, seriam para as farófias eram poucas e por isso fiz para o lanche dessa tarde uma espécie de omelete com cogumelos e courgette.

Faltavam 20 minutos para sair de casa. Os suspiros convencionais tinham rachado e começava agora a borbulhar o seu interior para o lado de fora, enquanto que os de mel estavam mais mirrados que nunca. E aí cometi o maior erro: aumentei novamente a temperatura, para cerca de 180ºC e ausentei-me por (literalmente) menos de 5 minutos.

Quando voltei cheirava a caramelo na cozinha e os suspiros convencionais tinham uma tonalidade (chamemos-lhe) acastanhada. E foi aí que pensei “Bolas!” seguido de um “ainda não foi desta!”.

Resumindo: Isto nem sempre corre bem, mas alguma coisa fica destes tremendos desastres.
1 – A omelete ficou mesmo boa e super reconfortante para uma tarde de Sábado chuvosa.
2 – Os suspiros de mel foram um desastre. Ficou uma espécie de pastilha de merengue e amêndoas, com o mel agarrado ao fundo de papel das formas, devido à diferença de densidades (penso).
3 – Os suspiros convencionais foram um desastre menor. Por fora ficaram com uma carapaça claramente de suspiro e por dentro um merengue meio caramelizado ao ponto de, por vezes, colar aos dentes. Acho que será esse o motivo da cor, pois ninguém se queixou de estarem queimados. Aliás, hoje já não sobra nenhum para “contar a história”.

Conclusão: Foi um sinal evidente que devo deixar de fazer suspiros…. Ainda para mais, eu nem sequer gosto de suspiros!

Telegrama: bolo de anos do cunhado

O Gonçalo fez anos na semana passada. STOP. A minha irmã pediu-me para fazer o bolo de aniversário. STOP. Ele quis o favorito dele. STOP. Eu fiz.

E pronto. Digamos que é esta a história por detrás de mais uma das minhas actividades caseirinhas – o bolo de cenoura com cobertura de chocolate da revista Mulher Moderna na Cozinha. Confesso que tive alguma dificuldade em escrever esta publicação, daí ser tão curta e ter demorado todo este tempo, mas o essencial está cá: o meu cunhado fez anos e eu fiz o bolo, cuja receita retirei de uma revista que comprei há alguns (bons) anos atrás e que costuma “sair à cena” por ocasião de aniversários ou almoços e jantares partilhados.

Ingredientes (aumentei as quantidades em proporção, em relação a receita original, para poder fazer dois andares):

500g de cenoura
5 ovos
2,5dl de óleo
500g de açúcar
375g de farinha
1 colher de sopa de fermento

200g de chocolate
150g de açúcar
50g de manteiga
1dl de leite

No copo do liquidificado coloquei os ovos, o óleo e as cenouras já descascadas e cortadas em rodelas. Depois de triturar tudo, transferi o preparado para uma tigela, adicionei o açúcar, mexi e depois adicionei a farinha e o fermento.
Verti a massa nas duas formas, previamente untadas e polvilhadas com farinha, e coloquei no forno.

Para a cobertura coloquei numa frigideira o chocolate partido em pedaços, o açúcar, a manteiga, o leite e levei ao lume (brando), mexendo sempre até derreter e ficar homogéneo.

No fim, foi só desenformar os dois bolos, montar, cobrir com chocolate e decorar com côco ralado e bolinhas coloridas de açúcar.