Tiramisú de fazer crescer o bigode!

Começo já por esclarecer a dúvida que o título de hoje poderá suscitar: não, não quero transformar a nossa belíssima população feminina na imagem que grande parte do mundo tem de nós: mulheres com bigode. E agora que este ponto foi ultrapassado, posso então falar de tiramisú.

Na passada quinta-feira cruzei-me com a receita de tiramisú do Chef José Avillez e, com as previsões de que esta semana as temperaturas iriam subir, pensei que seria a oportunidade ideal para a experimentar. E foi assim que encontrei também a ocasião perfeita para juntar Bicabagaço às minhas aventuras na cozinha!

O licor Bicabagaço, com a sua garrafa toda catita, combina o licor de café com a aguardente bagaceira, confiando assim um resultado muito típico português: o do café com cheirinho. E foi com este licor, produzido actualmente pela minha queridíssima Sofia e pelo pai dela, que “transformei” o tiramisú do Chef Avillez num tiramisú para gente crescida e com bigode (crescida devido ao conteúdo alcoólico e com bigode por inspiração do rótulo da garrafa).

A receita original podem encontrar aqui, pois acabei por utilizar, em alguns casos, quantidades um pouco diferentes:

3 gemas de ovo
140g de açúcar
200g de queijo mascarpone (só reparei em casa que a embalagem era mais pequena que as 250g necessárias, ups!)
400ml de natas para bater
3 colheres de sopa de licor Bicabagaço
500ml de café forte frio
200g de palitos de champanhe
cacau em pó q.b.

Bati as gemas com o açúcar, até obter uma mistura leve e acrescentei o mascarpone, enquanto, ao mesmo tempo, as natas eram batidas pela batedeira. Quando estas ficaram firmes, juntei-lhes a mistura das gemas com o açúcar e o queijo e, com tudo bem envolvido, coloquei no fundo das várias taças um pouco do creme.

Depois, num prato de sopa, misturei o café com o licor, embebi os palitos e coloque-os por cima do creme nas taças. Cobri os palitos com outra camada de creme e repeti as camadas, de forma a ficar com 3 de creme e 2 de palitos.

Por fim, coloquei as taças no frigorífico, tapadas com película aderente e, antes de servir, polvilhei com cacau em pó.

Aveia preguiçosa

Pequeno almoço. Dizem que é a refeição mais importante do dia e eu nunca dispenso o meu. De Segunda a Sexta-feira não existe uma grande ciência à volta dos meus pequenos almoços: uma fatia de pão caseiro torrado (umas vezes com manteiga, outras sem) com uma chávena de café. Mas hoje saí da rotina.

A Mariana esteve cá no fim de semana passado e, em modo conversa puxa conversa também com a Sofia, acabamos por falar de aveia. A minha primeira experiência com aveia (as bolachas que compro no supermercado não contam) aconteceu no Natal passado, mais precisamente no dia 24, em que fiz bolachas de aveia e côco e bolachas de aveia e laranja para oferecer (com etiquetas “Carolina Caseirinha” e tudo!).

Pensava eu que a aveia era mais uma daquelas coisas que estavam “na moda”, como as sementes de tudo e mais alguma coisa, os batidos e sumos saudáveis, mas estava errada. Segundo a minha mãe, a minha avó fazia muitas vezes aveia com leite, canela e casca de limão.

Durante a conversa com a Mariana e a Sofia lembrei-me que ainda tinha aveia em casa e que, mais dia menos dia, teria de a consumir para não se estragar. Desde que encontrei uma receita de overnight oats – aveia preparada na véspera – com óptimo aspecto que este tem sido o modo como mais tenho comido aveia (não que coma todas as semanas, mas uma vez por outra lá me lembro).

Por isso ontem, antes de me deitar, preparei tudo para hoje poder desfrutar de um pequeno almoço preguiçoso: aveia com sementes de linhaça e iogurte, acompanhada de uma chávena de café.

Ingredientes:
4 ou 5 colheres de sopa de aveia
1 colher de sopa e meia de  sementes de linhaça
1 iogurte aroma de pêssego
2 colheres de sopa de leite
Leite q.b.

De véspera, misturei num recipiente a aveia, as sementes, o iogurte e as 2 colheres de leite, tapei e coloquei-o no frigorífico. No dia seguinte retirei do frio e juntei mais um pouco de leite até que ficasse com a consistência do meu agrado.

A receita original já não me recordo qual era, pois nas minhas overnight oats acabo sempre por utilizar medidas “a olho” e por aproveitar os ingredientes que já tenho em casa. Por exemplo, outras combinações que fiz foram aveia, sementes de linhaça, iogurte grego e extracto de baunilha ou em, vez deste último, canela em pó.

Carolina Carpinteirinha, porque a cegonha já se avizinha

A família está a crescer! E parece que entre a cegonha e o Pai Natal, um deles trará a minha sobrinha nos últimos dias deste ano.

Quando soube que ia ser tia ofereci-me para restaurar a cama de grades que foi do meu primo, depois da minha irmã, da minha prima e finalmente minha. Apesar do uso e dos anos, a cama não se encontrava em más condições, apenas necessitava de um estrado e de uma pintura para lhe dar um “novo ar”. Por alturas de Agosto fui buscá-la ao sótão, onde estava guardada, e nas semanas seguintes o pai Vitor (ou neste contexto, o avô Vitor) criou um estrado com umas madeiras que tinha guardadas.

Desde então a estratégia que tenho aplicado é a de aproveitar alguns momentos dos fins de semana e o intervalo semanal entre a chegada a casa e a ida para o ginásio para lixar. Sim, para lixar. Ainda me encontro nesta primeira fase porque a maior parte das superfícies não dá para lixar com a máquina, e mais atrasada estaria se o vizinho Marco não me tivesse aconselhado logo no primeiro dia a lixar apenas superficialmente a tinta (pois estava a lixar até sair toda!).

Mais semana, menos semana e devo chegar à fase das pinturas. Já só me falta a cabeceira e parte que dá para lixar com a máquina (sim, também faz parte da minha estratégia utilizar a lixadeira eléctrica – se é que ela se chama assim – só no final desta fase, para não me fartar das folhas de lixa antes do tempo).

As laterais antes do início dos trabalhos.

A cabeceira e os “pés da cama” antes do início dos trabalhos e atrás o novo estrado.

Quanto aos ferros que unem toda a cama e que fazem as laterais subir e descer, quando fui para tirar a foto “do antes” já a mãe Zita (ou seja, a avó Zita) os tinha polido para tirar a ferrugem. Mas ficaram a brilhar como novos! 😉