Um fim de semana, um doce e um salgado

Entrámos em Setembro. Veio, como habitualmente, a Festas das Vindimas e tive vontade de fazer bolachas ou outra receita que levasse “pinga” para ir de encontro ao tema. Para ser sincera, acabei por não fazer nenhuma das duas porque semana das vindimas é sempre agitada com períodos de sono completamente diferentes aos habituais. Para me redimir, este fim de semana voltei à cozinha.

No Sábado tive uma reunião de catequistas, com almoço partilhado, para prepararmos as actividades do ano e para preparar o almoço na noite anterior teria de optar por algo rápido e fácil. Assim decidi fazer a tarte de maçã, canela e leite condensado do Amor às Camadas (que podem ver aqui). Cheguei do trabalho, cortei as maçãs, estiquei a massa, misturei tudo o que era para misturar e em 10 minutos tinha a tarte no forno e lá a deixei enquanto jantava e depois enquanto arrumava a cozinha (que também não tinha muito para arrumar).

Entretanto, para Domingo, a minha mãe pediu-me que fizesse uma quiche para levar a um lanche ajantarado, e lá regressei à massa folhada mais uma vez. Apesar da receita constar no caderno das receitas, o mais habitual é fazer as quiches sempre “a olho” e quanto à escolha do recheio, regra geral, opto por “usar o que há no frigorífico”. Por isso desta vez utilizei:

1 embalagem de massa folhada (em formato redondo e já esticada)
200 ml de natas
4 ovos inteiros
1 colher de sopa de azeite
1 courgette pequena
1 cenoura
1 alho francês (parte branca)
1 lata de cogumelos
nós moscada
pimenta
sal

Numa frigideira coloquei o azeite, a cenoura e a courgette fatiada, o alho francês às rodelas e os cogumelos. Enquanto esperava que os legumes cozinhassem, forrei a forma com a massa folhada (aproveitando o papel vegetal em que vem enrolada, para depois desenformar mais facilmente), bati os ovos e as natas numa tigela e temperei com sal, pimenta e nós moscada a gosto. Por fim juntei os legumes já cozinhados na tigela, dei duas ou três voltas com um garfo para juntar tudo, verti a mistura na forma e foi ao forno durante uns 30 minuto (talvez tenha sido um pouco mais).

Passo 1, 2 e 3 da tarte e a quiche

Passo 1, 2 e 3 da tarte e a quiche

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Mamma Mia, Buona Sera, Capisco

O título de hoje é estranho, admito, mas se vou falar de pizzas, e ainda para mais caseiras, dizer “mamma mia!”, “buona sera” ou “capisco” ou falar com as mãos parece-me estar minimamente relacionado.

E porquê falar hoje de pizzas. Na noite de Sábado houve festa na Vila e como havia planos para passar a manhã na praia e a tarde de campo, preparar jantar para 5 pessoas a tempo de jantarmos e irmos a festa teria de ser uma coisa prática. Sinceramente, fazer pizzas “do zero” em casa é algo que eu nunca consideraria prático e adaptável a esta situação, mas na realidade foi. O segredo: bom planeamento e uma ajudinha da mãe (eheheh).

Começando logo na massa. A primeira imagem na minha cabeça é a da cozinha toda salpicada de farinha após horas a amassar e outras mais a levedar. Tal como disse, o objectivo era ser prática e não tradicional e por isso recorri à opção “massa” na máquina de fazer pão da minha mãe. Antes de sair de casa de manhã juntei os ingredientes todos na cuba e programei a máquina para que, quando retornasse a casa, estivesse pronta a esticar.

Em relação ao molho de tomate sempre julguei que o mais prático seria utilizar polpa de tomate em conserva. Bem, na realidade talvez seja, pois não existe a necessidade de descascar tomates, mas pensando noutra perspectiva: os 5 minutos que se perdem nessa tarefa (a de tirar a pele dos tomates) acabam por se tornar num ganho, uma vez que acaba por ser mais saudável, ou seja, sem conservantes e outras coisas mais que nem sabemos que lá possam estar.
Isto tudo para contar que também o molho de tomate foi caseiro, cozinhado com as cebolas e tomates que trouxe nessa mesma tarde do campo dos sogros da Raquel do Amor às Camadas.

Esticada a massa e com o molho de tomate por cima faltava apenas combinar os vários ingredientes e, no fim, adicionar uma forte camada de queijo ralado (metade das pizzas levaram mozzarella e a outra metade a mistura de 3 queijos para poder agradar ao gosto de todos).

E jamais poderia ficar por dizer a fonte de inspiração das várias combinações: o blog Cinco Quartos de Laranja. Para além da inspiração também retirei de lá a receita para a massa.

De cima para baixo e da esquerda para a direita: a colheita da tarde, pizza de atum, pizza vegetariana e pizza de bacon antes de irem ao forno.

De cima para baixo e da esquerda para a direita: a colheita da tarde, pizza de atum, pizza vegetariana e pizza de bacon antes de irem ao forno.

Para a massa:

800g de farinha
4dl de água
2 e 1/2  colheres de sopa de azeite
1 pitada de sal
1 saqueta de fermento de padeiro em pó (na receita original eram 40g de fermento)

Como disse, juntei tudo na cuba da máquina e usei o programa “massa” que durante 1h e 30 min amassa e leveda.

Para o molho de tomate:

1/2 cebola grande picada
1 folha de louro
2 dentes de alho
3 colheres de sopa de azeite
10 tomates chucha
1 pitada de sal
2 colheres de sobremesa de açúcar

Refoguei a cebola e os alhos no azeite, com a folha de louro, e juntei os tomates já sem pele (a ajuda da mãe aqui foi crucial, já que sou muito lenta nesta tarefa :P).  Quando os tomates já estavam mais ou menos cozidos, triturei tudo com a varinha mágica adicionei o sal e o açúcar e levei mais uns minutos ao lume. Não se esqueçam de tirar a folha de louro antes de triturar, porque eu esqueci-me e foi tudo junto!

As combinações

Com estas quantidades de massa e molho resultaram 3 pizzas e ainda sobrou molho para mais uma que a minha mãe acabou por utilizar para ela. Jantamos então:
Pizza com bacon, cogumelos, milho, cebola queijo e orégãos.
Pizza com courgettte, milho, pimento vermelho, queijo e rúcula.
Pizza com atum, cogumelos, cebola, queijo e orégãos.

A vegetariana acabadinha de sair do forno e mais ao fundo duas fatias da pizza de atum.

A vegetariana acabadinha de sair do forno e mais ao fundo duas fatias da pizza de atum.