Gelado de fruta para os dias quentes que estão por chegar

Uma das memórias que tenho dos dias quentes de Verão, é a de ser pequena e fazer gelados com iogurte da maneira mais simples que pode haver: espeta-se o cabo de uma colher num iogurte e depois é deixá-lo no congelador durante algumas horas.

Confiante que os dias quentes estarão aí não tarda muito, aproveitei o dia de hoje para testar as forminhas de gelado (que havia comprado no Lidl no fim de semana passado) e a receita de invenção momentânea: gelados de fruta “de verdade”.

À vez, triturei no liquidificador uns pedaços de melancia, damasco, ameixa e morangos. No caso dos damascos e ameixas juntei-lhes água para desfazer melhor a polpa, enquanto que aos morangos juntei leite.

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Ora, a lógica utilizada nesta primeira tentativa/experiência foi a de que se a fruta já é doce talvez não seja necessário adicionar açúcar. Eu comi o gelado de morango e soube-me bem (talvez se estivesse num dia mais guloso uns grãozinhos de açúcar não calhavam nada mal) enquanto que a minha irmã experimentou o de ameixa, cuja reacção ao saber que não tinha açúcar foi: “está um pouquinho ácido, mas primeiro estranha-se e depois entranha-se”.

Da esquerda para a direita: melancia, ameixa,  damasco e morango

Da esquerda para a direita: melancia, ameixa, damasco e morango

A próxima tentativa será experimentar adicionar açúcar, mas para já: Verão, esta é a tua deixa…

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Carolina também costureirinha

Na terça-feira, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, foi também o dia do meu primeiro contacto (à séria!) com a máquina de costura. Ao longo do meu quase quarto de século ouvi (e oiço) com alguma frequência a expressão “com a tua idade eu já sabia/fazia…” e, certamente, já a terei ouvido rematada com o assunto da costura. Ora com a minha idade a minha mãe já sabia coser, tal como a minha avó e a mãe dela e assim por aí adiante.

A ideia de aprender a coser com máquina não é de agora. Quando acabei a tese no Verão passado, e enquanto aguardava que me chamassem para a defender, elaborei uma lista de coisas que queria/precisava fazer, mas que não tinham grande urgência (sim, há sempre algo por fazer). E lá coloquei a minha intenção de aprender a costurar com máquina, na forma de um puxa-sacos.
Quase um ano depois, e aproveitando o feriado do 10 de Junho, avancei com este projecto para a frente. Segui passo a passo as indicações da mãe e lá comecei com os alinhavos.

Depois passei para a máquina: levanta patilha daqui, coloca linha ali, passa a linha acolá, de pé descalço e muito a medo lá carreguei no pedal. Nesta fase consigo por a minha mãe a chorar com tanto rir à conta da minha reacção: eu cheia de cuidado a carregar levemente no pedal e, de um momento para o outro, a máquina solta uma rajada de pontos e eu um grito.


O passo seguinte foi tirar os alinhavos e esta foi a parte mais chata. Isto porque a minha falta de experiência fez com que a costura da máquina passasse umas quantas vezes por cima do alinhavo, e por esta razão levei mais tempo para tirar o alinhavo que propriamente a coser…

Com os pontos todos rematados, apertei as “bocas” do puxa-sacos com umas fitas e o resultado final até me pareceu bem. Sei que não ficou ao nível de uma artesã de feiras regionais, mas para primeira tentativa serve bem o seu propósito.

Torta recheada com preguiça

O fim de semana passou a correr. Houve passeio a Fátima com a minha criançada da catequese, “copos” em Setúbal, caminhadas na serra, compras no mercado e muito pouco tempo para recarregar as baterias gastas ao longo da semana. Resultado: ao chegar a casa, depois da caminhada na manhã de Domingo, uma grande dose de preguiça apoderou-se de mim.

*fotografia por Joana Pina

*fotografia por Joana Pina

Com toda esta agitação não havia a tão habitual sobremesa de fim de semana e, ainda nem tinham passado 5 minutos, lá me estava eu a levantar do sofá a pedido da mãe, para dar andamento à torta que ela já estava a preparar.

Foram então:
4 ovos (separando as gemas das claras)
250g de açúcar
125g de farinha
1 colher de chá de fermento

Juntei as gemas e o açúcar. Depois, como a batedeira já tem a sua idade e não faço intenções de queimar o motor, fui juntando às gemas e ao açúcar, a farinha, o fermento e uma parte das claras (previamente batidas em castelo). No fim adicionei o resto das claras manualmente (sem a batedeira) para a massa ficar mais leve e fofa.
Entretanto já a minha mãe tinha forrado o tabuleiro com papel vegetal e foi só espalhar a massa e levar ao forno.
O processo seguinte é o de desenformar: estica-se um pano na mesa, polvilha-se com açúcar, volta-se o tabuleiro, retira-se o papel vegetal, espalha-se o recheio e enrola-se a torta recorrendo ao pano.

Em relação ao recheio já não posso descrever muita coisa, porque: nº1, foi a minha mãe que o fez; nº 2, esta receita de creme de chocolate dela é sempre feita com medidas “a olho”.
Sei apenas que leva:
Leite
Chocolate em pó
Amido de milho (que, até muito recentemente, apenas conhcia por farinha maizena)

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Sei também que fica bastante cremoso e no final vou sempre rapar a frigideira antes que esta passe para o lava-loiça 😛

Bolachas no dia da criançada

Como é de conhecimento geral, no passado Domingo foi Dia da Criança e, como passei a semana toda com vontade de fazer bolachas, dediquei uma parte da minha tarde de Domingo com, literalmente, a mão na massa. Aproveitei então para estrear um cortador “rolante” (se é que o posso chamar assim) que, no mês anterior, uma aluna da minha mãe ofereceu-lhe no dia do seu aniversário.

Pessoalmente gosto das bolachas caseiras com um tamanho pequeno, mas cá por casa a preferência é pelas bolachas grandes, por isso acabei por usar também outros cortadores mais pequenos.

Como a minha vontade era apenas em fazer bolachas e não tinha um tipo de bolachas específico em mente, recorri ao livro “200 receitas bolos e bolachas” em busca de uma receita que rendesse o suficiente a fim de ter bolachas para a minha mãe dar à aluna, para levar para os meus lanches no trabalho e também para comermos em casa. Acabei por não seguir fielmente nenhuma das receitas que lá estavam, mas sim adaptar uma delas. Assim, inspirada na receita de bolachas de amêndoa, acabei por fazer umas bolachas de canela, sem amêndoas e com várias alterações à receita original. Misturei/amassei todos os ingredientes numa tigela, estiquei a massa, cortei e, como exagerei um pouco na canela, acabei passar a face de cima das bolachas por açúcar antes de as colocar no forno.

Ingredientes (e quantidades que acabei por utilizar):
375g de farinha
100g de açúcar
150g de manteiga (derretida)
1 ovo
canela

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E o que tem tudo isto a ver com o Dia da Criança? O facto de, regra geral, as crianças gostarem de bolachas e mexer em massas “estranhas” para mim é suficiente 😛